Marcelo Adnet diz ter sido hostilizado no Rio: "Vaza, vagabundo!"
O humorista usou suas redes sociais para dizer que foi alvo de uma notícia falsa em setembro
Após ter usado suas redes sociais para apoiar o candidato Fernando Haddad nas eleições, Marcelo Adnet disse ter sido hostilizado nesta sexta (02) ao sair de um mercado na Barra da Tijuca, bairro nobre do Rio onde vive o agora presidente eleito Jair Bolsonaro.
"Parei em um mercadinho na Barra pra fazer umas compras. Quando estava carregando o carro com sacolas vejo um senhor fazer gesto de armas com as mãos e gritar 'vaza', 'vai embora', 'tá olhando o quê?'. Até eu entrar no carro alguém se juntou gritando 'vaza vagabundo, vagabundo!'", relatou, no Twitter.
O humorista agradeceu a um rapaz que, segundo ele, foi o único que reagiu ao ato, sinalizando para que fosse embora. "Na saída ainda dei um abraço e um trocado pra uma criança que vendia balas, sob vaias e gritos. Sigo no caminho do bem! Bom feriado a todos!", escreveu.
Um seguidor de Adnet, com o nome e número de campanha de Bolsonaro no perfil, sugeriu, respondendo ao relato: "Na próxima vez, chame a polícia faça um B.O e se possível filme para podermos ver a cara destas pessoas que se acham no direito de agredir verbalmente ou psicologicamente alguém".
"Foi muito rápido e como estava sozinho sendo provocado por 2 ou 3 pessoas, preferi manter a cabeça erguida e abraçar a criança porque é a resposta que posso dar. Voltar com a polícia e dizer 'ele fez arminha pra mim e gritou vagabundo vaza daqui' acho demais. Mas vale o relato", respondeu o humorista.
Imitação e fake news
Criador do Tutorial dos Candidatos, paródias em que imitou os candidatos à presidência e governadores de vários estados, no jornal O Globo, Adnet disse, no "Conversa com Bial", ter recebido ameaças durante a campanha.
Em setembro, o humorista usou suas redes sociais para dizer que foi alvo de uma notícia falsa. Mensagens que circularam nas redes sociais diziam ser de Adnet a voz de mensagens em áudios, atribuídas a Bolsonaro, em que alguém xingava uma enfermeira no Hospital Albert Einstein, onde o candidato do PSL estava internado após o ataque que o afastou da campanha.
"Isso é mentira e é crime! O Brasil mostra seu lado mais nefasto nessa eleição com seus cidadãos sendo perseguidos. Se alguém souber de onde partiu essa montagem, avise! Assim, a delegacia de crimes virtuais pode processar o criador. Debate sim, mentira e perseguição nunca!", desabafou o humorista no Twitter.
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