[Vídeo] Cabo Bebeto explica motivo de a PM decretar sua prisão
"Vítima de um sistema arcaico e ultrapassado", diz deputado do PSL
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Por meio de um vídeo, o deputado estadual eleito, Cabo Bebeto (PSL), falou sobre o decreto da Polícia Militar que pede sua prisão. O futuro parlamentar disse que ficou surpreso com a decisão, agradeceu o apoio das entidades, da família e dos amigos e explicou sua versão dos fatos.
De acordo com o Cabo Bebeto, nos dias em que teria abandonado o posto, ele estava de serviço e sem dinheiro, pois não tinha recebido o salário e nem o auxílio alimentação. Relata ainda que informou ao supervisor que não tinha condições de se alimentar na rua e comunicou que passaria em casa para comer. O parlamentar eleito garantiu que foi autorizado e que quando estava em casa recebeu uma ligação para que ele voltasse ao serviço.
"Fui informado que o comandante não havia gostado e tinha me mandado voltar. E assim eu fiz. Voltei para o batalhão e terminei o serviço. Depois disso, comecei a ter problemas internos no meu batalhão. Dias depois, minha esposa, que tem trombose, começou a me ligar nervosa, dizendo que a perna tava inchando. Eu não tinha como informar que precisava sair para ajudá-la, pois não havia celular no posto policial e nem telefone. Meu celular também estava sem crédito e o Copom não estava recebendo ligação da TIM. Deixei o colega no posto e fui embora, 15 minutos antes do término do serviço, socorrer a minha esposa. O fato é que se tivesse saído para socorrer um cidadão, eu seria um herói, mas não podia ajudar a minha esposa", desabafa.
O deputado eleito garantiu no vídeo que o oficial sindicante decidiu pelo arquivamento do caso. "Ele pediu arquivamento e quem não apurou pediu que eu fosse preso", completou.
Cabo Bebeto disse ainda ser vítima de um sistema ultrapassado e pediu desculpas à família.
"Fico triste por estar me despedindo da polícia, do serviço ativo, dessa forma. São 16 anos combatendo um bom combate. E nós terminamos sendo vítimas de um sistema arcaico e ultrapassado. Peço desculpas à minha família e quero dizer que isso está acabando e que eu vou voltar a ter direitos", pontuou.
Ele finalizou o vídeo afirmando que vai lutar na Assembleia Legislativa de Alagoas, a partir de janeiro de 2019, para que a realidade vivida pelos militares atualmente, acabe.
"Todo mundo quer uma polícia mais humana. Vou lutar para que sejamos tratados como cidadãos que somos", disse.
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