Iteral e MSL se reúnem para discutir regulação de propriedade na Zona da Mata
Famílias camponesas buscam a regulação da terra para assentamento rural
O Instituto de Terras e Reforma Agrária de Alagoas (Iteral) recebeu a visita de representantes do Movimento Social de Luta (MSL), nesta segunda-feira (10), que buscavam informações sobre a produção da cadeia dominial da Fazenda Guanabara.
Na ocasião, foi informado que a regularização fundiária na região da Zona da Mata alagoana encontra-se em processo de execução. No entanto, é preciso fazer um estudo minucioso quanto a regularização do imóvel. Estima-se que a área é decorrente da Usina São Semeão, inclusive, possui registros nos cartórios dos municípios de Branquinha e Murici.
A equipe técnica do Iteral recebeu neste mês a documentação expedida pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra-AL), que tem interesse em comprar partes das terras para serem destinadas à reforma agrária. Todos os dados levantados e presentes na escritura, planta e cálculo analítico terão que ser analisados; além de saber o histórico do imóvel e qual a real titularidade.
“Todas informações serão verificadas e tem que bater, havendo alguma divergência, a equipe do Iteral terá que fazer uma nova vistoria em campo. O que o Iteral puder fazer para dar a legitimidade ao processo e garantir a aquisição das terras, vamos fazer!”, destacou o diretor presidente Jaime Silva.
O líder Jailson dos Santos alega que a propriedade possui dois proprietários, um deles já é falecido, e a família tem interesse em vender. “Nós estamos lá há 13 anos, são 32 famílias acampadas. Já fomos do MLST, do MST e há dois anos estamos com o MSL. As famílias são as mesmas desde o início e estamos plantando macaxeira, melancia, feijão de corda, batata doce, coentro, quiabo, frutas, além de criar alguns animais”, citou.
O MSL é um movimento novo, possui oito anos de atuação no Brasil e encontra-se há dois anos no Estado de Alagoas, contando apenas com esse acampamento.
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