Defensoria garante acesso à reprodução assistida para duas mulheres em Maceió
Assistidas necessitam do tratamento para realizar o sonho de ser mãe
A Defensoria Pública do Estado (DPE) obteve, na última semana, decisões judiciais favoráveis para duas mulheres que necessitam passar pelos procedimentos de Reprodução Assistida. Os processos foram ingressados em 2018 e 2016, pela defensora pública Ana Karine Brito, e acompanhados pelas defensoras públicas do Núcleo da Fazenda Pública, Poliana Andrade Souza e Marta Oliveira Lopes.
Na primeira decisão, sobre o processo ingressado no ano passado, o judiciário sentenciou o Estado de Alagoas a ofertar o tratamento de fertilização assistida à paciente, em até três dias úteis, independentemente de licitação, mesmo que seja necessário o deslocamento para outro estado, através do Sistema Único de Saúde (SUS), conforme prescrição médica.
A assistida tem 42 anos e sofre de infertilidade por fator tuboperitoneal. Antes da indicação para a fertilização in vitro, ela tentou engravidar naturalmente por 10 anos, mas os tratamentos não surtiram efeito. No outro processo, iniciado em 2016, a sentença determinou que o Estado custeie o referido procedimento por até quatro vezes, além de todos os exames, anestesia, material utilizado e medicamentos essenciais para as tentativas de gravidez.
A cidadã beneficiada tem 45 anos e apresenta quadro de infertilidade secundária, em decorrência da endometriose. Antes de buscar a fertilização in vitro, ela fez todos os tratamentos medicamentosos e cirúrgicos prescritos pelos médicos, também sem sucesso. Nesse último caso, inicialmente, a justiça havia negado o pedido e solicitado diversos novos documentos que comprovassem a necessidade do procedimento.
A negativa foi defendida pelo Ministério Público que solicitou a negação do pedido, citando a alegação da Câmara Técnica de Saúde, que defendeu que “a paciente não apresenta, ou apresentará prejuízo em sua saúde, em caso de sua não realização, tendo como consequência apenas a impossibilidade de gestar”.
Após a negativa, a Defensoria Pública interpôs agravo, pedindo a reconsideração da decisão, onde apresentou novos documentos e exames que demonstraram, claramente, a necessidade da assistida. Segundo a defensora pública Marta Oliveira, realizar a fertilização in vitro é essencial para a saúde mental das assistidas, diante das frustrações sofridas e não realização de seu sonho de ser mãe.
Nas ações, a Defensoria Pública relembrou que o direito à saúde e ao planejamento familiar estão resguardados pela Constituição Federal e, também é garantido por portarias do Ministério da Saúde, que instituíram a Política Nacional de Atenção Integral em Reprodução Humana Assistida e regulamentou o fornecimento da reprodução assistida por meio do SUS.
Os processos foram apreciados pelo juiz de direito do Juizado da Fazenda Pública Estadual e Municipal, Geraldo Tenório Silveira Júnior. Nas sentenças, o magistrado ressaltou a existência de diversas súmulas do Tribunal de Justiça do Estado que atestam a possibilidade do judiciário tratar de questões de saúde e ressaltou que há no ordenamento jurídico pátrio mecanismos próprios e suficientes para a reserva de verbas públicas que atendam as demandas relativas a prestação de saúde.
Veja também
Últimas notícias
Ídolo do Chelsea, Terry vira lata de cerveja com cantor durante show
Biomédica resgata aves atropeladas em estacionamento de shopping
Feiticeira constrói estátua de 11 metros em homenagem ao Diabo no Ceará
Carteiro posa com medalha da Copa do Mundo após fazer entrega a Cucurella
Homem é baleado durante tentativa de assalto no bairro do Jacintinho em Maceió
Condutor colide em árvore durante fuga da polícia em Arapiraca
Vídeos e noticias mais lidas
MP sugere caminhões frigoríficos para armazenar corpos de vítimas da Covid-19
Nova lei reorganiza efetivo da PM de Alagoas; entenda o que muda
Comandante da PM emociona em homenagem a coronel que morreu após mal súbito
PM da Rotam é encontrado morto em apartamento na Pajuçara, em Maceió
