Fenaj repudia demissões de 15 jornalistas na OAM: “desrespeito”
Para entidade, OAM demonstrou desrespeito à categoria e ao TRT/AL
A Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) se manifestou, nesta sexta-feira (05), contra a demissão de 15 jornalistas da Organização Arnon de Mello (OAM) ocorridas na quinta-feira (04), especificamente na TV Gazeta, G1 Alagoas e TV Mar. As demissões ocorreram um dia após o encerramento da greve dos jornalistas, que durou nove dias e impôs a manutenção e o reajuste do piso salarial da categoria. Em nota, a entidade expressou seu mais veemente repúdio ao ocorrido e se solidarizou com os profissionais desligados.
"A greve é um direito legal da classe trabalhadora na luta por condições dignas de trabalho e somente é utilizada quando todas as tentativas de negociação se esgotam e os trabalhadores se veem ameaçados em sua sobrevivência. No caso de Alagoas, os patrões queriam impor aos jornalistas uma redução de 40% no piso salarial. O Sindicato de Jornalistas tentou uma solução negociada por mais de 60 dias, mas os patrões mantiveram-se intransigentes", traz a nota.
Ainda segundo a nota, A OAM, grupo empresarial da família Collor, nem esperou a publicação do acórdão do Tribunal Regional do Trabalho (TRT/AL), que decidiu manter o do piso salarial dos jornalistas e garantiu estabilidade de 90 dias, para demonstrar seu desrespeito à categoria e à própria justiça do trabalho. "Inequivocamente, as demissões foram um gesto de retaliação à greve e mais uma demonstração da forma autoritária e abusiva com que o grupo trata seus trabalhadores e trabalhadoras", diz trecho do comunicado.
Confira a nota na íntegra:
FENAJ repudia demissões em Alagoas em retaliação à greve
A Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ), entidade máxima de representação da categoria, vem a público expressar seu mais veemente repúdio às demissões de 15 jornalistas pela Organização Arnon de Melo (OAM), que congrega a TV Gazeta (afiliada da Globo), o Portal G1 Alagoas e a TV Mar. As demissões ocorreram um dia após o encerramento da vitoriosa greve dos jornalistas alagoanos, que durou nove dias e impôs aos patrões uma histórica derrota, com julgamento favorável à categoria do dissídio coletivo, impetrado junto ao Tribunal Regional do Trabalho.
A greve é um direito legal da classe trabalhadora na luta por condições dignas de trabalho e somente é utilizada quando todas as tentativas de negociação se esgotam e os trabalhadores se veem ameaçados em sua sobrevivência. No caso de Alagoas, os patrões queriam impor aos jornalistas uma redução de 40% no piso salarial. O Sindicato de Jornalistas tentou uma solução negociada por mais de 60 dias, mas os patrões mantiveram-se intransigentes.
A Justiça do Trabalho reconheceu a legalidade da greve, assim como sua justeza. No julgamento do dissídio coletivo, realizado no último dia 3, por unanimidade, os desembargadores do TRT decidiram pela não redução do piso salarial da categoria e mais, determinaram reajuste de 3% no piso e salários acima do piso e a garantia de três meses de salários, uma forma não expressa de estabilidade no emprego. Os jornalistas alagoanos comemoraram a vitória e, no dia seguinte, foram surpreendidos com as demissões.
A OAM, grupo empresarial da família Collor, nem mesmo esperou a publicação do acórdão do TRT para demonstrar seu desrespeito à categoria e à própria justiça do trabalho. Inequivocamente, as demissões foram um gesto de retaliação à greve e mais uma demonstração da forma autoritária e abusiva com que o grupo trata seus trabalhadores e trabalhadoras. Cerca de 40 profissionais demitidos pela OAM, em novembro de 2018, ainda não receberam suas verbas rescisórias.
A Federação Nacional dos Jornalistas solidariza-se com os jornalistas demitidos e se soma ao Sindicato dos Jornalistas de Alagoas na luta para que mais essa arbitrariedade e ilegalidade cometidas pela OAM seja revertida. Com o apoio decisivo de toda a categoria – que mostrou coragem, firmeza e disposição para a luta durante a greve e reafirmou sua altivez na assembleia realizada nesta quinta-feira – a luta em defesa dos demitidos e de toda a categoria será igualmente vitoriosa.
A solidariedade e o companheirismo também foram componentes determinantes para o sucesso da greve e continuarão determinando as ações dos jornalistas de Alagoas e o apoio dos jornalistas de todo o Brasil. Juntos somos fortes!
Brasília, 5 de julho de 2019.Diretoria da Federação Nacional dos Jornalistas – FENAJ.
Últimas notícias
Prefeita Marcela recebe trator equipado da Codevasf para Novo Lino
Vídeo mostra tio-avô entrando em mata com menino e saindo sozinho em Maceió
Imagens câmera de segurança mostram assalto à lanchonete em Delmiro Gouveia
PSD Alagoas ainda não sabe se apoia Caiado ou Lula
Idosa com Alzheimer reencontra policiais que salvaram sua vida
Infraestrutura substitui 10 metros de rede de tubulação rompida no Poço
Vídeos e noticias mais lidas
Lojas Mix Mateus em Alagoas passarão a operar com a bandeira Novo Atacarejo
Governo de Alagoas entrega restauração da rodovia AL-105 em julho
Corpo é encontrado em estado de decomposição em Teotônio Vilela
Duas lojas anunciam encerramento das atividades no Centro de Arapiraca
