Piauí registra primeira morte no Brasil por febre do Nilo Ocidental
No Piauí, outras duas pessoas foram infectadas pelo vírus e sobreviveram
A Secretaria de Estado da Saúde do Piauí confirmou hoje que uma idosa moradora de Piripiri morreu ao contrair febre do Nilo Ocidental. O caso foi notificado em 2017, mas os laudos conclusivos foram liberados somente neste mês. Este foi o primeiro registro de morte pela doença no país.
No Piauí, outras duas pessoas foram infectadas pelo vírus e sobreviveram. A primeira ocorrência foi em 2014, na cidade de Aroeiras do Itaim; e a segunda, em 2017, no município de Picos.
"O vírus circula no Piauí e em outros estados do Brasil, mas a Secretaria de Saúde está vigilante e atuando de acordo com o protocolo estabelecido pelo Ministério da Saúde. Nós não possuímos nenhum caso registrado em 2018 ou em 2019", afirmou, em nota, o superintendente de Atenção à Saúde da Sesapi, Herlon Guimarães. "Não existem novos casos no Estado.".
Guimarães disse que desde que a primeira ocorrência da febre do Nilo Ocidental foi identificada o Piauí monitora os pontos onde os casos ocorreram, "ficando atento a qualquer situação que precise de atenção".
A doença
A febre do Nilo Ocidental é uma infecção viral causada pela transmissão de mosquitos comuns (Culex). Assim como a dengue, a zika e a chikungunya, é uma arbovirose e só pode ser transmitida para os humanos através da picada de insetos infectados com o vírus. A doença não é transmitida de uma pessoa para outra.
"Vale lembrar que o combate ao mosquito, com o uso de telas de proteção entre outros métodos, é uma das principais ferramentas para se prevenir de enfermidades transmitidas por eles", disse o superintendente de Atenção à Saúde.
A maior parte dos infectados não apresenta sintomas. Apenas 20% dos casos da doença têm sinais semelhantes aos da gripe, como febre, fadiga, dores de cabeça e dores musculares, e menos de 1% dos humanos infectados fica gravemente doente. A maioria dos registros graves acomete com idosos.
Os sintomas graves incluem febre alta, rigidez na nuca, desorientação, tremores, fraqueza muscular e paralisia. Os pacientes gravemente afetados podem desenvolver encefalite (inflamação do cérebro) ou meningite (inflamação das membranas do cérebro ou da espinal medula).
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