Sindpol não aceitará que agentes e escrivães sejam sacrificados por ausência de delegados
Sindicato informa que o trabalho da Polícia Civil alagoana será paralisado
O Sindicato dos Policiais Civis de Alagoas (Sindpol) tomou conhecimento pela Gazeta de Alagoas da ameaça dos delegados de não tirarem plantão nas delegacias e no Complexo de Delegacias Especializadas (Code) a partir de setembro deste ano.
Os delegados estão recebendo acima do teto do governo do Estado. Por conta disso, o teto redutor do Estado corta o pagamento de adicionais noturnos. É essa a justificativa dos delegados para não tirarem plantão a partir de setembro.
“É um absurdo o salário dos delegados igual ao do governador e eles ainda ameaçam a não tirar plantão. Alagoas possui quase metade da população abaixo da linha da pobreza. São 48,9% dos alagoanos vivendo com renda inferior a R$ 406 por mês”, informa o presidente do Sindpol, Ricardo Nazário.
O presidente do Sindpol destaca que não é justo que os delegados faltem aos plantões, e os agentes e escrivães tenham que desenvolver todo o trabalho da Polícia Civil. “Se isso vier acontecer, o trabalho da Polícia Civil alagoana ficará paralisado, porque os agentes e escrivães não são escravos da direção geral da Polícia Civil”, declara.
A diretoria do Sindpol, no intuito de obter informações mais detalhadas sobre os plantões, solicita aos agentes e escrivães plantonistas, que na falta de delegados, eles devem entrar em contato com os diretores do Sindpol para que o Sindicato possa tomar as medidas cabíveis.
“A diretoria do Sindpol não aceitará que os agentes e escrivães acumulem mais serviços, como também a população alagoana seja prejudicada na prestação de serviços realizados pela Polícia Judiciária devido à falta da autoridade policial”, revela o sindicalista.
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