Rede pede cassação de Eduardo Bolsonaro no Conselho de Ética
Segundo o líder da Rede no Congresso, senador Randolfe Rodrigues (AP), a imunidade parlamentar não confere ao deputado o direito de ferir princípios democráticos
A Rede Sustentabilidade protocolou nesta segunda-feira uma representação pedindo a cassação do mandato do líder do PSL, Eduardo Bolsonaro (SP), filho do presidente Jair Bolsonaro, por declarações do parlamentar sobre a eventual adoção de um novo AI-5.
Segundo o líder da Rede no Congresso, senador Randolfe Rodrigues (AP), a imunidade parlamentar não confere ao deputado o direito de ferir princípios democráticos.
"As razões dessa representação são as gravíssimas declarações feitas pelo deputado na semana passada de que em caso de manifestações de rua ele não descartaria a possibilidade da institucionalização, de editar uma espécie de um novo ato institucional 5 ou alguma medida que rompesse a ordem democrática", disse o senador.
"A democracia permite tudo. A democracia e inclusive o princípio constitucional da inviolabilidade de opiniões, palavras e votos, permite tudo. Só não permite atentar contra a própria democracia", argumentou Randolfe.
O documento entregue nesta segunda-feira à Mesa da Câmara é assinado pelo porta-voz da Rede, Pedro Ivo Batista, e pede que a representação seja aceita, encaminhada ao Conselho de Ética da Casa, a admissibilidade da solicitação e, após todo o processo, a cassação do mandato do parlamentar.
Na representação, o partido argumenta que Eduardo "fez apologia a um instituto que permitiu o fechamento do Congresso Nacional e a cassação de direitos políticos e mandatos eletivos".
Eduardo sugeriu, em entrevista divulgada na quinta-feira da última semana, que o governo comandado pelo seu pai, Jair Bolsonaro, poderia lançar mão do mais duro instrumento legal de repressão da ditadura militar brasileira, o AI-5, caso a esquerda radicalize em sua atuação no país, fazendo referência às manifestações populares no Chile.
Horas depois, em vídeo veiculado em rede social, Eduardo pediu desculpas e disse que não há "qualquer possibilidade de retorno do AI-5".
A representação protocolada pela rede argumenta ainda que a declaração de Eduardo provocou danos "incomensuráveis" ao Congresso, "haja vista a repercussão da declaração de deputado federal, filho do presidente da República, e seus efeitos sobre aqueles que pensam da mesma forma, dando voz e incitando-os a buscarem este objetivo comum, que é expressamente vedado pela ordem constitucional em que vivemos".
Defende, ainda, uma reprimenda ao parlamentar, na forma da cassação, como uma resposta da Câmara dos Deputados. Uma vez instaurado o processo, o Conselho de Ética tem até 90 dias para uma deliberação final sobre o caso.
Veja também
Últimas notícias
Homem é preso após deixar entregador de lanches baleado no Benedito Bentes
Homem é preso por agredir a esposa no município de Estrela de Alagoas
Homem de 49 anos sofre tentativa de homicídio ao ser esfaqueado em Maragogi
Assaltantes são detidos por moradores após roubo de motocicleta em Craíbas
Mulher morre baleada durante abordagem policial em grota de Maceió
Mais de 5 mil pessoas fazem festa para receber Renan Filho em Olho d’Água das Flores
Vídeos e noticias mais lidas
Cliente denuncia demora na entrega de carro após pagar quase R$ 110 mil
Jovem de 24 anos é baleado na mão e suspeitos fogem em São Sebastião
Ajustes no texto adiam votação da MP que acaba com a chamada taxa das blusinhas
ASA vence Goiatuba nos pênaltis e garante acesso á Série C
