Familiares de reeducandos esperam resposta sobre retorno de visitas
Serviço de troca de cartas também foi suspenso por impasse com agentes
Os familiares de reeducandos voltaram a cobrar respostas sobre uma série de medidas, que estão suspensas por causa da pandemia do novo coronavírus, e o impasse entre o governo e os policiais penais.
As visitas estão suspensas por causa de uma decisão judicial da 16ª Vara Criminal. Para não deixar os familiares sem se comunicar com os reeducandos, a Secretaria de Estado de Ressocialização e Inclusão Social (Seris) criou um sistema de troca de cartas, que era monitorado pelos policiais penais.
Porém, o Governo do Estado está negociando o contrato das horas extras dos policias penais e, por isso, eles não estão realizando alguns serviços, incluindo a troca de cartas.
“Já são quase quatro meses sem saber como eles estão lá dentro. Não temos nada a ver com o se que passa entre o Governo do Estado e os policiais. Queremos respostas. A gente tenta conversar com as assistentes sociais, mas não tem como elas saberem a situação de cada reeducando”, contou uma familiar, que não quis se identificar.
De acordo com ela, a situação também se agravou porque eles não têm mais direito a banho de sol e falta atendimento médico.
“A questão da entrega da feira de alimentos também está suspensa e sabemos como eles precisam. As comidas de lá são muito precárias”, disse.
Ao 7Segundos, a Seris informou que uma série de medidas sanitárias foram tomadas no sistema prisional alagoano, e informou que todos reeducandos com casos suspeitos ou confirmados de covid-19 são transferidos para um hospital de campanha.
A Secretaria de Ressocialização também informou que, apesar de ainda não ter data de início definida, o plano de retomada gradual de visitas e outras atividades já está pronto. E disse que o processo relacionado às horas extras dos policiais penais está na Procuradoria Geral do Estado (PGE) e deve ser resolvido nos próximos dias.
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