Médicos investigam casos de reinfecção pelo novo coronavírus no Brasil
A duração da imunidade em pessoas que tiveram o novo coronavírus ainda está sendo investigada por diferentes estudos.
Não é segredo que médicos e pesquisadores seguem investigando os efeitos do novo coronavírus (SARS-CoV-2), principalmente a longo prazo. Nesse cenário, uma das maiores dúvidas é sobre o tempo que uma pessoa diagnosticada com a COVID-19 permanece imune ao vírus. Inclusive, o Hospital das Clínicas, em São Paulo, investiga a suspeita de que dois pacientes tenham sido reinfectados.
Conforme as declarações dadas pelo hospital ligado à Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), os dois possíveis casos de "reinfecção" apresentaram os sintomas da COVID-19 novamente e também têm exames com resultado positivo para o coronavírus feitos em momentos diferentes.
Por enquanto, a reinfecção é uma “hipótese ainda pouco provável por não ter sido constatada em nenhum outro caso registrado pela literatura médica internacional”, explica a instituição sobre a investigação em andamentos.
Uma das teorias é de que os sintomas e os exames com resultados positivos - feitos em duas ocasiões - podem ser resultado de outra infecção, causada por um vírus diferente, no momento em que os pacientes apresentavam, em seu organismo, fragmentos ou vírus inativos da COVID-19. Para a validação do raciocínio, os dois casos estão sendo submetidos a exames para investigar a presença de outros vírus que possam ter causado o reaparecimento dos sintomas.
O que se sabe imunidade?
A duração da imunidade em pessoas que tiveram o novo coronavírus ainda está sendo investigada por diferentes estudos. Por exemplo, uma pesquisa chinesa divulgada há cerca de um mês na revista científica Nature Medicine mostrou que os níveis de anticorpos encontrados em pacientes recuperados e que tiverem a doença de forma assintomática da COVID-19 diminuíam, rapidamente, dois a três meses após a infecção.
Por outro lado, um novo estudo, feito na Suécia, sugere que pessoas testaram negativo para a presença de anticorpos da COVID-19 ainda possam ter algum nível de imunidade para a infecção respiratória. Isso porque podem apresentar outras células no sistema imunológico que combatam essa infecção, como as células T.
Foram exatamente as células T que os pesquisadores do Instituto Karolinksa, na Suécia, identificaram até mesmo nos pacientes assintomáticos - mesmo que já não tivessem anticorpos para a COVID-19 ativos na corrente sanguínea. Em outras palavras, continuam imunes contra o novo coronavírus.
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