MPT realiza mediação para buscar melhores condições de trabalho no Centro Pesqueiro de Maceió
Audiência com pescadores e Município de Maceió acontece nesta terça (4), às 10h, por videoconferência
O Ministério Público do Trabalho (MPT) realizará uma audiência com pescadores e representantes do Município de Maceió, nesta terça-feira (4), por meio de videoconferência, para discutir soluções que possam garantir melhores condições de trabalho aos profissionais que laboram no Centro Pesqueiro de Jaraguá. Os pescadores e marisqueiros do local solicitaram a mediação do MPT após informar que o local possui problemas que podem afetar a saúde dos trabalhadores e que o espaço não atende a todas as necessidades da categoria.
No pedido de mediação feito ao MPT, os pescadores informam que o novo espaço – que começou a funcionar em março deste ano – possui problemas e é incompatível com o trabalho artesanal realizado pela categoria. Segundo os trabalhadores, a sala de filetagem – onde são descascados os mariscos –, por exemplo, é pequena para a quantidade de marisqueiras, há dificuldades para o armazenamento dos pescados e as galerias externas ficam obstruídas constantemente, o que causa alagamento do local com água e material orgânico. Os pescadores também relataram que os boxes onde são colocados os pescados não possuem água, o que gera dificuldade para fazer a limpeza dos locais.
Durante uma audiência realizada no mês de julho, para tratar do assunto, os representantes dos pescadores também relataram dificuldades de diálogo com o Município de Maceió durante o processo de transferência do antigo local de trabalho para o centro pesqueiro. Segundo os trabalhadores, essa falta de comunicação ocasionou os problemas verificados atualmente no novo espaço.
O procurador-chefe do MPT em Alagoas, Rafael Gazzaneo, entende existir espaço para a atuação do MPT no caso, considerando tratar-se de questões relacionadas à saúde e segurança de trabalhadores, de modo que, independentemente do vínculo existente, cabe a atuação institucional do órgão, consoante demonstram as decisões do judiciário. “É necessário que sejam discutidas soluções para as questões relacionadas à saúde e segurança dos pescadores demonstradas nas imagens anexadas aos autos, já que ali ficou clara a situação de falta de higiene com um esgoto a céu aberto próximo ao local onde os trabalhadores desenvolvem suas atividades diárias”, acrescentou Gazzaneo.
Já o Município de Maceió informou, na audiência anterior, que reconhece que existe a necessidade de serem realizadas adequações no espaço para a melhoria do ambiente. Segundo o município, tais questões também foram apontadas por técnicos da prefeitura e do Instituto Brasileiro de Desenvolvimento e Sustentabilidade (IABS) – entidade responsável por administrar o centro pesqueiro –, mas as adequações foram prejudicadas por conta da pandemia.
A nova audiência marcada para esta terça, 4, às 10h, discutirá com o comitê local o andamento dos necessários ajustes relacionados ao meio ambiente de trabalho dos pescadores. O encontro acontecerá no ambiente virtual do MPT.
Veja também
Últimas notícias
Jovens em cumprimento de medidas socioeducativas são capacitados para o primeiro emprego
Condenação passa de 23 anos em ação do MPAL contra esquema em Arapiraca
Alcolumbre mantém votação de quebra de sigilo de Lulinha por CPMI do INSS
Vereadores exigem punição rigorosa à Braskem e cobram indenizações justas para famílias afetadas pela mineração
Caminhão tomba em São José da Laje e motorista é socorrido com dores no braço e na costela
JHC inaugura primeiro Gigantinho bilíngue da história de Maceió
Vídeos e noticias mais lidas
Carlinhos Maia é condenado a pagar R$ 200 mil por piada sobre má-formação óssea
Secretário da Fazenda de Maceió cria dificuldades para pagar fornecedores
Planalto confirma 13º infectado em comitiva com Bolsonaro
Indústria brasileira do setor alimentício terá fábrica em Rio Largo
