JHC fala da importância da atuação da Prefeitura em bairros que estão afundando em Maceió
Candidato reforça compromisso com população e garante que histórias não serão esquecidas
Dona Elza não é um número. Mulher, idosa, costureira, chefe de família, ex-moradora do Pinheiro, um dos bairros afetados pela mineração da Braskem. Ela conta com tristeza sobre a saída da região e relembra o quanto batalhou para reformar sua casa, que era de taipa. Anos atrás, fez empréstimo, desmanchou a casa e foi pra casa da mãe por dois meses, até finalizar a construção do novo lar.
“Era zíper, bainha, tudo eu fazia aqui. Estou com esse tempo todo e ainda não chegou nada. Tem que recomeçar, mas sai acabando o gás, acabando o pique, acabando tudo. Não tem prefeito, não tem governador, não tem presidente, ninguém que seja com a gente para acabar com essa Braskem. E a gente que morra, quem quiser que morra”, relata com angústia dona Elza.
As histórias de dona Elza e do Pinheiro não podem ser esquecidas, assim como os outros três bairros - Bom Parto, Bebedouro e Mutange - atingidos pelos afundamentos. Segundo o último censo do IBGE, são 45 mil moradores nas localidades. O candidato a prefeito de Maceió, JHC (PSB), fortalece seu compromisso com cada vítima desse crime ambiental, que tem potencial para afetar toda Maceió.
“A crise não se encerra com a retirada das famílias, o impacto econômico e social causado pela migração da população também foi negligenciado pela Prefeitura. O atendimento na saúde, uma vaga na escola, o nosso trânsito, tudo muda numa situação dessas. Se a Prefeitura não acompanha, a cidade inteira sofre.Tenho esse compromisso independente de qualquer coisa, moral, como cidadão, hoje como parlamentar e prefeito ainda maior”, explica JHC.
JHC acompanha a situação do afundamento dos bairros desde 2018, quando começaram as rachaduras. Desde então, trabalhou para diminuir o sofrimento das famílias afetadas. Em 2019, por exemplo, criou uma Comissão Externa na Câmara Federal para investigar a situação. O presidente da Braskem foi convocado e pouco tempo depois demitido da empresa. Representantes da população também foram ouvidos.
“Muito mais do que ter as respostas certas, nesse momento é fazer as perguntas corretas. Como a gente pode ajudar? O que as pessoas estão sentindo? Onde as pessoas estão se sentindo injustiçadas? Se estivermos próximos, de ouvidos atentos, a gente consegue tomar as decisões mais corretas. Quanto mais distante a gente estiver, mais distante a gente está da realidade do nosso povo”, afirma JHC.
O candidato incluiu a questão dos afundamentos em seu Plano de Governo. Esta parte do documento foi redigida em parceria com a Associação SOS Pinheiro, que representa moradores da região. As propostas incluem estabelecer estrutura específica vinculada ao Gabinete do Prefeito para tratar das pessoas atingidas e resguardar e defender os direitos da população afetada. Além disso, Promover ações de reparação em nome do Município de Maceió pela inutilização de equipamentos públicos, dano material e moral.
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