Advogados de credores da Usina Laginha entram com ação no CNJ alegando “intervenções estranhas” em processo no TJAL
Mais de 18 mil ex-trabalhadores aguardam um fim na novela que já dura anos
Corre no Conselho Nacional de Justiça (CNJ) desde setembro deste ano, um pedido de investigação dos advogados dos credores da Usina Laginha, pertencente ao empresário João Lyra, por demora nas decisões que envolvem o processo. Eles alegam “intervenções estranhas” por parte do Judiciário Estadual.
Mais de 18 mil ex-trabalhadores aguardam o pagamento da massa falida da usina. O processo se arrasta no Tribunal de Justiça de Alagoas, entre liminares, afastamentos de administradores, e agora a intervenção do CNJ.
Um dos fatos que chamou atenção dos advogados é que em julho deste ano, um crédito calculado em cerca de R$ 690 milhões foi pago à massa falida e nenhum dos credores recebeu esse valor suficiente para pagar as dívidas. O dinheiro foi fruto de um precatório que tramita no Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1).
Um grupo de 26 advogados de Alagoas e Minas Gerais atuam na defesa dos credores. Eles afirmam que irão atuar para defender seus clientes e que não aceitarão posições pessoais e políticas.
Os advogados entraram com um ação contra o relator do processo no Tribunal de Justiça de Alagoas, desembargador Klever Rego Loureiro, próximo presidente do Judiciário alagoano. O caso está sob a análise do conselheiro André Luís Godinho.
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