Jornalistas são condenadas a 2 anos de prisão em Belarus por filmar protestos
Profissionais cobriram a violenta repressão a manifestantes contra o ditador Lukashenko
Duas jornalistas foram condenadas nesta quinta-feira (18) a dois anos de prisão pela cobertura dos protestos de 2020 contra o presidente de Belarus, Alexander Lukashenko, informou o canal Belsat.
Daria Shultsova e Katerina Bakhvalova, ambas bielorrussas e correspondentes do Belsat, canal de televisão da oposição com sede na Polônia, foram detidas em 15 de novembro em um apartamento a partir do qual haviam filmado a violenta dispersão de uma manifestação em homenagem ao ativista Roman Bodarenko, assassinado poucos dias antes.
"Eu mostrei os fatos no ar e me colocaram na prisão por isso, inventando acusações", disse Bakhvalova na quarta-feira à noite, em sua última intervenção antes da deliberação do tribunal.
As duas jornalistas, de 23 e 27 anos, se declararam inocentes e se consideram vítimas da repressão que atingiu o movimento de protesto organizado após a polêmica reeleição do presidente Alexander Lukashenko em agosto de 2020.
A votação foi marcada por acusações de fraude, e milhares de pessoas tomaram as ruas da capital Minsk e de outras cidades exigindo mudança no regime. Houve violência, repressão e prisões.
Reações contra a prisão de jornalistas
A Associação Bielorrussa de Jornalistas disse que a condenação representa um "banimento da profissão". Há outros profissionais presos em Belarus pela cobertura contra Lukashenko.
"Consideramos a pena motivada por política e que tem como objetivo amedrontar todos os jornalistas e evitar que eles cumpram com seu dever profissional de cobrir fatos socialmente importantes no país", afirmou a associação, em nota.
A Embaixada dos EUA em Belarus também criticou a condenação das jornalistas. Em comunicado, a representação americana pediu a soltura das profissionais e pediu que o governo bielorrusso pare de processar jornalistas.
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