GGAL envia nota de solidariedade a pastora batista ameaçada de morte
Odja Barros recebeu ameaças após realizar casamento entre mulheres
O Grupo Gay de Alagoas (GGAL) se posicionou sobre as ameaças de morte sofridas pela pastora batista e teóloga, Odja Barros, após a religiosa realizar a primeira cerimônia cristã de casamento entre duas mulheres, na história de Alagoas, ocorrida no domingo (5) de dezembro.
Com a grande repercussão midiática do caso, fundamentalistas religiosos vem utilizando as suas redes sociais para ameaçar e intimida a pastora. Em sua defesa, o presidente do GGAL, entidade pioneira na lutra pelos direitos de pessoas LGBTQIA+ em Alagoas, procurou demonstrar sua solidariedade.
Em nota, o representante das minorias sexuais e de gênero afirmou que estará cobrando da Polícia Civil a devida apuração das ameaças de morte enviadas para a pastora Odja Barros e pediu justiça para a representante da igreja batista.
Confira a nota na íntegra
O Grupo Gay de Alagoas - GGAL, entidade fundadora do movimento LGBTQIA+, vem por meio desta nota repudiar veementemente as ameaças proferidas contra a pastora batista e teóloga Odja Barros, que realizou o primeiro casamento entre duas mulheres, celebrado por uma autoridade religiosa em Alagoas.
Ao mesmo tempo nos solidarizar com a pastora e familiares, que diretamente ou indiretamente sofrem a tenção, pelas ameaças proferidas por algum criminoso covarde, que através de sua rede social ou um fake, ameaçou a pastora de atirar por várias vezes em sua cabeça.
Ainda e especialmente na sociedade atual, com a velocidade de notícias disseminadas pelas redes sociais, tem-se a compreensão da dimensão do gesto público, sendo certamente uma decisão difícil e corajosa de uma figura pública ir contra dogmas que até hoje só serviram para proliferar o ódio entre pessoas.
Numa sociedade ainda permeada pela chagada do preconceito, faz-se imprescindível que entidades defensoras dos direitos humanos tenham à mesma postura do do GGAL, de denunciar e defender à liberdade de expressão religiosa da pastora.
Mesmo a luta do movimento LGBTQIA+ ser por direitos civis, aqueles conquistados e garantidos através de decretos, portarias, resoluções e em especial os em leis, não podemos deixar de ovacionar a pastora e teóloga Odja Barros, de abrir as portas de sua igreja para acolher as minorias.
Aqui ressalto mais uma vez que cobraremos incansavelmente uma celeridade e rigor por parte do
delegado-geral da Polícia Civil de Alagoas - Carlos Alberto Rocha Fernandes Reis, que o mais rápido possível esse criminoso seja preso, ao mesmo tempo também cobraremos da justiça, que o direito fundamental de liberdade de expressão religiosa não seja tirado por criminosos como esse.
Maceió 15 de dezembro de 2021.
Nildo Correia
Presidente do Grupo Gay de Alagoas
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