Associação sai em defesa de juíza alagoana atacada por ministra Damares Alves
Magistrada sofreu críticas por defender a vacinação de crianças e adolescentes
A Associação Alagoana de Magistrados (Almagis) se posicionou a favor da juíza Fátima Pirauá, da 28ª Vara Cível da Capital, após a magistrada sofrer ataques da ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos, Damares Alves.
O episódio se desencadeou após Fátima emitir a sua opinião jurídica com relação a obrigatoriedade das escolas públicas e privadas de Maceió em pedir o comprovante de vacinação das crianças e adolescentes matriculados.
Conforme classificou a juíza, as crianças e adolescentes não são objetos de seus pais e possuem o direito de receber a sua imunização adequada contra a Covid-19.
Segundo a Almagis, a sua fala foi considerada fora de contexto e por isso a Associação demonstrou todo apoio a magistrada. Confira abaixo a nota na íntegra.
NOTA
A ALMAGIS vem prestar sua solidariedade e irrestrito apoio à magistrada Maria Lúcia de Fátima Barbosa Pirauá, que foi alvo de injustos ataques em virtude da interpretação descontextualizada de uma fala sua em recente live promovida pelo Tribunal de Justiça de Alagoas, a qual contou com a participação de juízes e profissionais da saúde.
Na oportunidade, a magistrada defendeu a legitimidade do Estado de agir em defesa da criança e do adolescente nos casos em que os pais estejam colocando em risco a integridade e a vida de seus filhos.
Decerto, a criança não deve ser coisificada e tratada como objeto de seus genitores, mesmo porque estes possuem, para com aquelas, um poder-dever, que há de ser exercido com total responsabilidade. Nesse sentido se posicionou a juíza.
A ALMAGIS repudia a postura de todos aqueles que, sem sequer terem assistido à live, descontextualizaram a fala da magistrada, politizando o caso, sob o propósito vil de promover um irresponsável linchamento público.
Seguiremos unidos em defesa da magistrada Maria Lúcia de Fátima Barbosa Pirauá, certos de que a desinformação e a maledicência não poderão grassar em detrimento da autonomia e da independência do Poder Judiciário.
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