Paciente do Hospital do Coração Alagoano celebra recuperação após infarto
Especialista alerta para cuidados necessários antes de fazer exercícios e fala sobre a importância dos exames de rotina
O estudante de educação física Carlos André Santos da Silva, 46 anos, nadava no mar da praia de Pajuçara quando se sentiu mal. Ele teve um infarto agudo do miocárdio e foi salvo após passar por uma cirurgia no Hospital do Coração Alagoano, em Maceió.
“Isso aconteceu em novembro do ano passado. Eu passei mal quando praticava atividade física no mar. Resolvi interromper e ir para casa, mas, novamente me senti muito mal. Daí meus familiares me levaram para a UPA [Unidade de Pronto Atendimento], onde recebi os primeiros atendimentos e, no dia seguinte, dei entrada no Hospital do Coração Alagoano, onde fiz vários exames e a equipe médica mostrou que eu precisaria fazer cirurgia”, relatou.
Carlos André precisou de uma revascularização do miocárdio, procedimento cirúrgico no qual se faz uma ponte sobre uma artéria com estreitamento ou obstruída por placas de gordura, melhorando o fluxo sanguíneo e de oxigênio ao coração. É também conhecida como ponte de safena e mamária.
“Eu sou muito grato ao Hospital do Coração Alagoano e toda sua equipe, pois fui muito bem atendido lá. Rotineiramente eu fazia o percurso, nadava da Pajuçara até a Ponta Verde, todos os finais de semana e feriados, além de dois dias durante a semana, na piscina do clube”, lembrou.
ORIENTAÇÃO
Segundo o cardiologista Carlos Humberto Bezerra, a prática regular de exercícios físicos é capaz de trazer muitos benefícios ao corpo humano. Além de melhorar o sistema cardiorrespiratório e os níveis glicêmicos, a atividade física reduz a pressão arterial, o risco do infarto e de AVC e contribui para o bom funcionamento do aparelho digestivo e dos rins.
Entretanto é importante, de acordo com o especialista, que os praticantes façam um acompanhamento médico realizando uma avaliação pré-participação, que consiste em uma série de exames realizados na tentativa de identificar doenças cardiovasculares pré-existentes, dando mais segurança ao paciente na prática esportiva.
Daí a importância de estar com os exames médicos em dia, e buscar orientação profissional antes de começar ou mesmo reiniciar a prática de exercícios físicos. “É a partir de uma avaliação médica individual e de exames que podemos determinar as condições físicas da pessoa e quais atividades são compatíveis para o momento”.
Mas e quem sempre praticou esportes, mas parou por um tempo, ou ainda os atletas de final de semana, será que existe algum risco? Segundo o especialista, sim. “Quando a pessoa já teve um período da vida em que foi muito ativa pode se convencer de que é capaz de repetir aquele feito, mas o corpo, se estiver sedentário, não atingirá os mesmos patamares, e forçar pode ocasionar um risco aumentado para o coração, sendo então necessário realizar nova avaliação.”
Carlos Humberto ressaltou ainda que a presença de comorbidades, como hipertensão, diabetes e tabagismo, além de um histórico familiar desfavorável podem aumentar os riscos de um incidente como a parada cardiorrespiratória que, segundo ele, pode ser consequência de um infarto, na maioria das vezes. “A morte súbita, que pode ocorrer durante a prática de exercícios físicos, se deve a uma arritmia no coração, que se não for revertida em alguns minutos leva à morte. Em 90% dos casos, ela é causada por doenças cardíacas não diagnosticadas previamente”.
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