Leilão do pré-sal arrecada R$ 2 bi acima do previsto, e chineses levam metade dos barris
União vendeu 37,5 milhões de barris de petróleo da Bacia de Santos pelo valor recorde de R$ 17 bilhões
O leilão de 37,5 milhões de barris de petróleo pertencentes à União arrecadou um recorde de R$ 17 bilhões na B3 (Bolsa de Valores de São Paulo) nesta quarta-feira (31). A venda teve como vencedoras as petroleiras chinesas Cnooc e Petrochina em dois dos quatro lotes. A Petrobras, que disputou alguns dos barris no viva-voz, levou os dois lotes.
O valor arrecadado é superior à expectativa de R$ 15 bilhões, divulgada pelo governo na véspera do leilão. Este também é um recorde para Pré-Sal Petróleo (PPSA), estatal criada em 2013 para negociar a produção de petróleo na exploração de pré-sal. Ao todo, dez empresas participaram da concorrência, o que também é o maior número da história das vendas.
O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, celebrou os resultados. “Não podemos abrir mão desses recursos. Eles serão usados para a melhoria da qualidade de vida da nossa população. O dinheiro do petróleo vai para o fundo social, para saúde, educação, e deve ir para redução da conta de energia elétrica. Se não produzirmos petróleo, outro país venderá para nós”, disse em nota divulgada pela pasta. Os recursos que vão ingressar nas contas do Tesouro Nacional vão seguir para o Fundo Social.
Como funciona o leilão
A venda foi do chamado ‘brent datado’, que é o preço do petróleo bruto do Mar do Norte usado como referência para o valor dos barris ao redor do mundo. O ano de referência do leilão foi 2025. Os compradores vão retirar o óleo diretamente na plataforma SPSO em alto-mar.
Os 37,5 milhões de barris de petróleo estão divididos em três lotes do campo de Mero e um lote do campo de Búzios. Mero é o terceiro maior campo de petróleo do Brasil em volume e, assim como o campo de Búzios, está localizado no pré-sal da Bacia de Santos.
Vencedores
Lote 1: Petrobras arremata primeiro lote de Mero
Após vencer disputa com as empresas CNOOC, Galp, Petrochina, Refinaria de Mataripe e Total Energies, a Petrobras arrematou o primeiro lote do campo de Mero, referente à produção de 12 milhões de barris de petróleo do navio-plataforma FPSO Guanabara, pelo valor de Brent datado menos US$ 1,85/barril.
Lote 2: Segundo lote de Mero foi adquirido pela chinesa CNOOC
O segundo lote de Mero, também de 12 milhões de barris de petróleo, desta vez do FPSO Sepetiba, foi adquirido pela chinesa CNOOC, pelo valor de Brent datado menos US$ 1,59/barril disputado no viva-voz com a Petrobras. Também colocaram valores para este lote: Galp, Petrochina e Refinaria de Mataripe.
Lote 3: Último lote de Mero vai para a Petrochina
A Petrochina adquiriu por Brent datado menos US$ 1,35/barril, o terceiro e último lote de Mero, referente às produções previstas para os FPSOs Duque de Caxias e Pioneiro de Libra, de 11 milhões de barris, em 2025. A disputa foi acirrada no viva-voz entre as empresas Petrobras e Petrochina. Também colocou valor a empresa Galp.
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