Psicóloga do HGE alerta para a “depressão pós-Carnaval” e orienta como combatê-la
Atenção precisa ser redobrada em pessoas que já apresentam sintomas depressivos
Passada a maratona do Carnaval, há quem diga que se inicia um novo ano. Esse suposto reinício pode ser encarado como uma nova oportunidade para vencer desafios, entretanto também há quem sofra com a “depressão pós-Carnaval”, aquela melancolia pelo fim da folia, ou negação do fim.
Contra isso, a psicóloga do Hospital Geral do Estado (HGE), em Maceió, Soraya Suruagy, recomenda o foco nos projetos pessoais e profissionais, e busca pelo atendimento psicológico se a proporção e intensidade dificultam o restabelecimento da rotina.

“Muita gente passa meses planejando o Carnaval. Compra pacotes de viagem, organiza programações, vive a expectativa de reunir amigos e familiares. Também há aqueles que durante a folia vivem momentos de extrema alegria, longe da rotina muitas vezes exaustiva e frustrante. Enfim, cria-se uma sensação de felicidade, de afastamento dos problemas, que, no fim, com as ruas mais calmas, por vezes vazias, não consegue escapar de um desânimo exacerbado que pode potencializar quadros depressivos”, explicou a psicóloga do HGE.
Evidente que isso não acontece com todas as pessoas. A atenção deve ser maior naquelas que já enfrentam algum tipo de transtorno mental, que já chegaram a tentar o suicídio. Desse modo, a orientação da psicóloga é que amigos e entes queridos desse perfil redobrem a atenção e até indiquem possibilidades de novos desafios, ideias que estimulem novos pensamentos e fortaleça a saúde mental.
“Na maioria das pessoas, a sensação de tristeza pelo fim do Carnaval tende a ser temporária e diminui à medida que as pessoas se adaptam à rotina cotidiana. A melancolia pós-Carnaval é geralmente uma resposta temporária às mudanças no ambiente social e emocional. Distúrbios temporários no sono, como insônia ou sonolência excessiva, variações no apetite e irritabilidade são sintomas comuns. A prática de atividade física pode ajudar a renovar as energias e restabelecer o equilíbrio mental”, pontuou Suruagy.
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