Tarifa zero é debatida na Câmara de Estudos Políticos da Vice-Governadoria
Ronaldo Lessa convocou debate sobre mobilidade urbana com o urbanista Dilson Ferreira e representantes do setor de transporte
A proposta da tarifa zero foi tema de debate, na manhã desta segunda-feira (3), em reunião convocada pelo vice-governador Ronaldo Lessa no âmbito da Câmara de Estudos Políticos. O encontro, na Vice-Governadoria, na capital alagoana, reuniu gestores públicos, especialistas e representantes do transporte intermunicipal e complementar para discutir alternativas de implementação em Maceió e na Região Metropolitana.
“É preciso garantir o direito das pessoas de ir e vir. Nesse sentido, a tarifa zero é fundamental e deve ser prioridade dos municípios e do Estado”, afirmou Lessa. “Nossa função é discutir e apresentar soluções que melhorem a vida das pessoas, mesmo que a execução não seja nossa responsabilidade”, completou.
O debate contou com a participação do secretário executivo de Gestão Interna, Flávio Dória; da coordenadora-geral da Câmara de Estudos Políticos, Luciana Santana; do professor Cid Olival; e do urbanista e professor da Ufal, Dilson Ferreira.
Dilson Ferreira destacou que a tarifa zero representa uma mudança de paradigma ao tratar o transporte como direito social. “A tarifa zero muda a lógica do transporte urbano. Ele deixa de ser um serviço comercial e passa a ser um direito de todos”, afirmou.
Segundo ele, a proposta pode se tornar a política social mais transformadora desde o Bolsa Família, pelo impacto na mobilidade, na economia e na redução das desigualdades.

O urbanista explicou que o financiamento do transporte gratuito pode vir de fundos de mobilidade, royalties do petróleo, taxações sobre combustíveis e recursos federais. “Se o trabalhador não está gastando com passagem, ele vai gastar no comércio, na alimentação. Isso movimenta a economia e reduz desigualdades”, observou.
Ferreira também defendeu que a proposta não se limita aos ônibus urbanos, podendo incluir o transporte intermunicipal e complementar, conforme a realidade local.
Ronaldo Lessa reforçou a necessidade de articulação entre municípios, Estado e sociedade civil para viabilizar a proposta. “A responsabilidade é do município, porque é onde as pessoas moram. Mas, o Estado pode e deve participar do debate, oferecer suporte técnico e construir caminhos conjuntos”, destacou, ressaltando o papel da Câmara de Estudos Políticos em aproximar ideias, experiências e soluções.
A reunião terá desdobramentos com os representantes do transporte. Será feito um levantamento de dados, inclusive junto à Arsal, para embasar a estruturação de uma proposta a ser posteriormente apresentada ao governador Paulo Dantas.

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