Bienal aquece economia com livros e gera frutos permanentes
Expectativa é de R$ 10 milhões em vendas de títulos e uma mobilização que estimula mais leitores
Artesanato, gastronomia, ou venda de livros. A economia está aquecida em Maceió impulsionada por um evento que já faz parte do calendário alagoano a cada dois anos. A edição 2025 da Bienal Internacional do Livro de Alagoas trouxe a África para o Centro de Convenções e espalha oportunidades durante os dez dias de evento, que encerra no próximo domingo (9).
De acordo com os dados levantados pelo governo de Alagoas, realizador da Bienal junto com a Ufal, serão gerados 1,2 mil empregos temporários neste que é o maior evento literário, cultural e artístico do estado. E para além das diversas atividades que envolvem o evento, a Feira de Livros é a grande incentivadora para movimentar o mercado intelectual.
“Causa impacto na economia da capital. O impacto dela vem porque a cadeia do livro, que faz parte da economia criativa, tem na Bienal a sua principal vitrine. A vitrine que expõe os 140 estandes de várias editoras, não somente de Alagoas, são o centro da atenção. E para que isso aconteça, essas editoras que formam a alma da Bienal, contratam gráficas, livrarias, mantêm livrarias o ano inteiro, equipes de editoração, artistas gráficos, sites de vendas, promovem feiras de leitura, e tudo isso é transportado para dentro da Bienal neste momento”, comentou o economista e professor da Ufal, Cícero Péricles.
Expectativas
A expectativa é de que sejam comercializados mais de 30 mil livros, movimentando, assim, cerca de R$ 10 milhões em vendas. Editoras universitárias, segmentadas ou de público infantil têm dias de maior circulação de clientes e despertam o interesse de milhares de pessoas que passam pelos corredores da feira, encantadas com a variedade de produtos.
Além dos mais de 600 lançamentos de livros que acontecem em dez dias e quase 300 atividades literárias e artístico-culturais, transformar em vendas e oportunidades de negócios o mercado literário em Alagoas é uma iniciativa notória para a educação.
“A Bienal representa um fenômeno particular dentro da economia criativa, pela capacidade de mobilização de um tema que não é tão fácil de mobilizar, que são livros. E a Bienal, espontaneamente, cria um público gigantesco. Ela também gera alguns frutos permanentes, como por exemplo, o estímulo à leitura, à edição de mais obras e a valorização dos autores locais, então ela tem um impacto na economia criativa muito importante”, concluiu Péricles.
Sobre a Bienal
A 11ª Bienal Internacional do Livro de Alagoas é realizada pela Universidade Federal de Alagoas e pelo governo de Alagoas, com correalização da Fundação Universitária de Desenvolvimento de Extensão e Pesquisa (Fundepes) e patrocínio do Senac e do Sebrae Alagoas.
Sob a curadoria do professor Eraldo Ferraz, diretor da Edufal, o maior evento cultural e literário do estado também tem como parceiros a plataforma de eventos Doity, a rede de Hotéis Ponta Verde, o Sesc, a Prefeitura de Maceió por meio da Secretaria Municipal de Educação (Semed) e o Instituto Federal de Alagoas (Ifal), além das secretarias de Estado da Cultura e Economia Criativa (Secult), de Turismo (Setur) e de Comunicação (Secom) de Alagoas.
Acompanhe as novidades da Bienal 2025 por meio do site oficial e também pelas redes sociais com o perfil @bienaldealagoas no Instagram, Threads e Facebook. E para ver mais fotos sobre a cobertura da Bienal, acesse nosso Flickr e confira todos os detalhes do evento.
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