Justiça suíça revoga efeito suspensivo e Guerrero está impedido de atuar pelo Inter
Jogador peruano tinha chance de estrear pelo clube diante do Palmeiras
A justiça suíça revogou nesta quinta-feira o efeito suspensivo que liberava Guerrero para jogar futebol. Com a decisão, divulgada na manhã de hoje, o atacante peruano está impedido de atuar pelo Inter pelos próximos oito meses. A participação dele na partida deste final de semana contra o Palmeiras foi cogitada pelo técnico Odair Hellmann, mas agora não irá acontecer.
Consultado pelo repórter da Rádio Guaíba Cristiano Silva sobre a decisão, o advogado Rogério Pastl, responsável por auxiliar o Inter em questões relacionadas à Fifa, esclareceu que o processo não passou por ele. Pastl explicou que a revogação do efeito suspensivo é uma "briga entre Guerrero e o Tribunal Arbitral do Esporte (TAS)".
Para poder atuar na Copa do Mundo pelo Peru, Guerrero conseguiu junto à justiça comum suíça um efeito suspensivo, que reduziu a punição inicial de um ano para seis meses. À época no Flamengo, ele cumpriu os 180 dias e por isso conseguiu entrar em campo na Rússia. Pastl afirmou que deve ocorrer uma nova briga jurídica entre Guerrero e o TAS e cabe ao jogador buscar um novo recurso para ser novamente autorizado a entrar em campo.
O Inter, que apostou no negócio mesmo sabendo que a liminar poderia ser derrubada, se protegeu na hora de elaborar o contrato. Conforme o diretor executivo Rodrigo Caetano, o período que Guerrero ficar afastado será adicionado ao vínculo com o clube. Por exemplo, se o afastamento for de quatro meses, o contrato que é de três anos, será ampliado para três anos e quatro meses.
Doping e a origem da suspensão
Em outubro de 2017, quando atuava pela seleção peruana, Guerrero foi flagrado no antidoping pelo uso de benzoilecgonina, o principal metabólico da cocaína. Em novembro, acabou suspenso preventivamente por 30 dias.
"Está descartado o uso de cocaína, isso não conta mais. A quantidade (encontrada de benzoilecgonina) é muito pequena, não chega a ser considerado doping", revelou Guerrero meses depois.
No dia 8 de dezembro de 2017, a Fifa revelou uma suspensão de um ano para o jogador que o proibia de atuar em clubes e seleções até 3 de novembro de 2018. Entretanto, os advogados do peruano apresentaram um recurso e a punição caiu para seis meses, que já haviam sido cumpridos.
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