Menina fica paralisada por 12 horas após ser picada por carrapato
Kailyn Griffin, de 5 anos, manifestou o sintoma da doença de Lyme, problema que se não for tratado pode levar à morte
Uma menina americana ficou doze horas paralisada depois de ser picada por um carrapato no dia 6 de junho. Segundo a Fox News, na última quarta-feira, Kailyn, de 5 anos, acordou e não conseguiu andar.
“Eu estava apenas pensando que as pernas dela estavam dormentes até que eu percebi que ela mal podia falar! Depois de uma tomografia computadorizada da cabeça, foi considerado como paralisia de carrapato”, relatou Jessica Griffin, mãe da menina, em post em sua página do Facebook.
Além de avisar que a criança já estava fora de perigo, Jessica também usou o post para alertar outros pais, incluindo fotos de onde o carrapato mordeu a menina (cabeça) e do próprio parasita. O aviso na rede social recebeu mais de 107.000 reações e 414.000 compartilhamentos.
O caso de Mason McNair
O aviso de Jessica veio apenas alguns dias depois que Danielle McNair foi ao Facebook para alertar sobre o caso do filho, Mason McNair, também de 5 anos. Segundo ela, o garoto tinha um carrapato no umbigo e desenvolveu uma erupção em todo o corpo.
Após várias idas ao médico, o menino foi diagnosticado com febre maculosa das Montanhas Rochosas – infecção bacteriana que pode levar a uma possível amputação de membros, perda auditiva, paralisia e deficiências mentais. Mason se recuperou depois de tomar antibióticos.
Contato com carrapatos
De acordo com o Centro de Pesquisa de Doenças Transmitidas por Carrapatos da Universidade de Columbia, nos Estados Unidos, a paralisia por carrapatos no país é mais comumente causada pelo carrapato americano e pelo carrapato das “Montanhas Rochosas”. No Brasil, o carrapato-estrela é quem carrega a bactéria que causa a condição.
O problema pode ter consequências graves caso o parasita não seja removido rapidamente, já que o potencial de paralisia pode afetar os músculos respiratórios. No entanto, como as picadas desses parasitas podem passar despercebidas, muitas vezes eles permanecem por vários dias se alimentando do sangue do hospedeiro.
As crianças estão mais suscetíveis a doença uma vez que passam muito tempo próximas ao chão e perto de animais de estimação. No entanto, elas não são as únicas vítimas: pessoas que fazem trilha ou outras atividades ao ar livre fazem parte do grupo de risco, por isso devem ficar atentas ao risco da infecção.
A maioria das picadas acontece no final da primavera, no início do verão e no outono, épocas em que as pessoas estão mais propensas a sair, fazer caminhadas ou acampar. Para evitar o contato, especialistas orientam a utilização de roupas de mangas compridas e calças e usem repelentes.
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