Corpo de homem morto afogado em Jacuípe permanece no IML após sete dias
Edvaldo dos Santos foi encontrado sem vida no dia 1º de março
Atualizado às 16h43
Os familiares e amigos de Edvaldo dos Santos, de 38 anos, estão angustiados para sepultar o corpo do homem que morreu afogado no último dia 1º de março em um rio no município de Jacuípe, na região Norte de Alagoas. Até a tarde desta quinta-feira (7), o Instituto Médico Legal (IML) ainda não liberou o cadáver para o sepultamento.
A assessoria de comunicação da Perícia Oficial de Alagoas enviou uma nota explicando a situação e informando que o corpo ainda não foi liberado por conta que o cadáver foi encontrado em estado de putrefação e sem documentos de identificação. O IML explica ainda que em casos dessa natureza, onde o estado do corpo não permite a identificação visual, se faz necessário a realização de exames complementares como necropapiloscopia, arcada dentária, ou DNA.
Os parentes e amigos de “Inhaca”, como ele era popularmente conhecido em Jacuípe, estão sofrendo pelo fato de ainda não ter sepultado o ente querido. Edvaldo dos Santos era figura conhecida na pacata cidade. O corpo permanece no IML, localizado no bairro Tabuleiro do Martins, em Maceió.
De acordo com moradores de Jacuípe, Inhaca saiu com um grupo de amigos no dia 28 de fevereiro para ingerir bebidas alcoólicas e desde então não tinha retornado. Familiares informaram que a vítima também sofria de ataques epiléticos.
Segundo testemunhas, o corpo de Edvaldo dos Santos foi resgato do rio Jacuípe, na fazenda Camaçari, por um irmão dele. A vítima é filho de Amaro Custodio dos Santos e Amara Maria da Conceição. A Polícia Militar informou que não foi encontrada nenhuma marca de violência no corpo.
Confira a nota da Perícia Oficial na íntegra:
A Perícia Oficial do Estado de Alagoas, por meio do Instituto de Medicina Legal Estácio de Lima, em relação ao achado de cadáver ocorrido no último dia 1º de março, localizado em uma barragem na Fazenda Camaçari, município de Jacuípe, esclarece que o corpo foi encontrado em estado de putrefação e sem documentos de identificação.
Que em casos dessa natureza, onde o estado do corpo não permite a identificação visual, se faz necessário a realização de exames complementares como necropapiloscopia, arcada dentária, ou DNA, conforme prevê a Legislação Brasileira.
Que neste caso especifico, o IML solicitou o exame de necropapiloscopia, que consiste na comparação da digital do cadáver com a ficha de identificação civil do Instituto de Identificação que expediu a carteira de identidade (RG) da suposta vítima.
Que desde a entrada do corpo na unidade, o setor administrativo do IML de Maceió está prestando todo apoio a família que reclamou o cadáver, esclarecendo e orientado sobre todos os procedimentos que foram adotados para identificar e liberar o corpo.
Por fim, esclarecemos que o IML está aguardando o resultado do exame de necropapiloscopia para finalizar o processo de liberação do corpo.
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