Catamarã que naufragou em Maragogi estava irregular, diz promotora
Promotora orientou a prisão preventiva dos proprietários da embaracação
No final da manhã deste sábado (27), o naufragio de um catamarã, na cidade de Maragogi, deixou duas vítimas fatais. De acordo com a promotora de Maragogi, Francisca Paula Santana, a situação que levou a fatalidade no início desta tarde é um reflexo da falta de cumprimento das normas de uso das embarcações. A promotora ressaltou que os descumprimentos tiveram início em 2017 quando o decreto que regulava o uso de catamarãs e lanchas na região foi revogado pela ultima gestão.
"Houve um pedido de segurança requerido pelos propritários dos catamarãs que entraram em descumprimento do Tac, e esse mandado de segurança ficou com a liminar ate o final do ano passado e depois foi julgado e denegado a ordem. Diante disso o Ministerio Publico anexou o Tac à sentença denegatória e a multa da secretaria do meio ambiente, notificando a proprietária do catamarã Simone leite para que ela não continuasse mais com os passeios e ela descumpriu, inclusive hoje teve um alerta da Marinha dizendo para ninguem sair para passeios e tudo foi descumprido, por essa razão foi orientada a requisição de prisão preventiva dos proprietários do catamarã", explicou a Promotora.
A proprietária da embarcação foi encaminhada à delegacia para prestar esclarecimentos. Há suspeitas que a embarcação estaria sendo usada por Marcos Madeira, que lamentou a morte das duas turistas.
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