Ex-refugiada, top model tem foto trocada e acusa revista de 'racismo'
Novo rosto da Chanel, asul-sudanesa Adut Akech teve a foto trocada por a de outra modelo negra
Top model em ascensão e novo rosto da Chanel no mundo, a modelo Adut Akech resolveu soltar o verbo.
Aos 18 anos, a jovem sul-sudanesa que tornou-se disputada por grifes internacionais disse que foi vítima de racismo em um importante revista.
Adut conta que deu uma grande deu uma entrevista para a publicação 'Who Magazine', mas teve sua matéria ilustrada com a foto de uma outra modelo negra.
Na entrevista, Adut falou sobre moda e sobre seu trabalho com refugiados quenianos, já que ela já foi refugiada na Austrália e hoje exerce um trabalho voluntário. No entanto, ao ilustrar a reportagem a revista usou foto da modelo Flavia Lazarus como se fosse Adut.
Em seu Instagram, Akech desabafou.
“Eu pensei muito nos últimos dias em como falar sobre essa situação que não está me fazendo bem. Para aqueles que não sabem o que aconteceu, na semana passada a Who Magazine (Austrália) fez um artigo sobre mim. Na entrevista, eu falo sobre como as pessoas veem refugiados e a atitude das pessoas com negros em geral. Junto com a matéria, eles publicaram uma grande foto dizendo que era eu. Mas, na verdade, era uma outra garota negra. Isso me deixou magoada, com raiva e fez com que eu me sentisse muito desrespeitada. Para mim, é inaceitável e indesculpável sob qualquer circunstância. Eu não só me sinto pessoalmente ofendida e desrespeitada, como eu sinto que toda a minha raça foi desrespeitada também. E é por isso que eu sinto que é importante falar sobre isso. Quem fez isso claramente achou que era eu naquela foto e isso não é okay. Isso é uma grande questão por conta do que eu falei em minha entrevista. Por isso ter acontecido, eu sinto que o propósito do que eu defendo e falei sobre foi derrotado. Isso mostra que as pessoas são muito ignorantes e com a cabeça pequena, e acreditam que toda garota negra ou pessoa africana se parecem“, escreveu a modelo nas redes sociais.
Ela continuou: “Eu acredito que isso não teria acontecido com uma modelo branca. Minha intenção não é criticar a Who Magazine (eles se desculparam comigo diretamente), mas eu sinto que preciso expressar publicamente o que eu penso. Isso tudo me afetou profundamente e nós precisamos começar uma conversa importante. Eu tenho certeza de que eu não sou a primeira pessoa que passou por isso e nós temos que acabar com essa situação. Eu já fui chamada pelo nome de outra modelo que é da mesma etnia do que eu, o que é muito ignorante, rude e desrespeitoso para nós duas simplesmente porque nós sabemos que isso não acontece com modelos brancas. Eu gostaria que isso que aconteceu funcionasse para que as pessoas da indústria acordassem e percebessem que isso não é OK e que é preciso fazer melhor. Grandes publicações precisam ter certeza de que seus fatos foram checados antes de publicarem, especialmente quando se trata de uma matéria real e entrevista, e não apenas um rumor. Para aqueles que trabalham em desfiles, é importante não misturar o nome das modelos. Austrália, você tem muito trabalho para fazer e precisa melhorar, e isso serve pata o resto da indústria”, falou ela.
A revista Who Magazine pediu desculpas publicamente pelo ocorrido e culpou a agencia que organizou a entrevista de ter trocado as fotos.
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