Estação de biotecnologia de São Miguel dos Milagres vira referência em Alagoas
Projeto poderá ser implantando em Delmiro Gouveia
A primeira estação de biotecnologia do Brasil para tratamentos de esgotos urbanos, instalado no famoso balneário do litoral Norte, em São Miguel dos Milagres, virou referência em Alagoas. O prefeito Padre Eraldo, de Delmiro Gouveia, esteve nesta segunda-feira (02) para conhecer o projeto na Rota Ecológica.
O gestor da cidade sertaneja foi recebido pelo prefeito de São Miguel dos Milagres, Rubens Ataíde, o diretor de Obras da prefeitura, Kenny Wilson e o engenheiro ambiental Marcius Omena, diretor da empresa Essencial, responsável pela vinda da tecnologia australiana BioGill para o Brasil.
Na visita técnica, o prefeito Padre Eraldo, recebeu todas as informações sobre o funcionamento da estação de efluentes. “É algo inovador e revolucionário, que agrega um enorme valor para o município que adotar a causa do saneamento básico como prioridade” afirmou o gestor. Para o engenheiro ambiental Marcius Omema, a estação pode ser instalada em qualquer situação, podendo atingir de 120 a 1200 pessoas para terem tratamento de esgoto eficiente.
São Miguel dos Milagres, por exemplo, já trata com eficiência, através da estação de biotecnologia, o esgoto de 30 residências em uma única rua do centro da cidade. Nessa primeira fase, por exemplo, de acordo com os primeiros testes efetuados, a água suja, depois de passar pela planta e ser processada pelas bactérias nano cerâmicas, é despejada novamente no córrego como água tratada, não potável.
A segunda fase para a planta de São Miguel dos Milagres é um up grade até para a empresa australiana BioGill, que recebeu o projeto do engenheiro ambiental Marcius Omena. Tratasse da automação da planta pioneira no Brasil de São Miguel dos Milagres, com o objetivo de realizar o monitoramento de temperatura e turbidez no tratamento de esgoto doméstico. A temperatura está diretamente ligada com a criação de micro-organismos, enquanto a turbidez está relacionada com a quantidade de sólidos presentes no efluente.
A empresa parceira nesse projeto, a Innovate, garante que a construção de um dispositivo que realize o monitoramento destas variáveis visa aumentar a eficiência do sistema, já que vai possuir uma análise em tempo real dos dados de temperatura e turbidez facilitando assim, um controle maior sobre as interferências externas ao sistema como, por exemplo, excesso de sólidos em suspensão e bombas com problema no suprimento de matéria orgânica para às membranas.
Este dispositivo que receberá as informações dos sensores (Node), enviará pacotes de dados através de um novo tipo de rede wireless, usando a tecnologia chamada LoRaWAN ((Long Range Wide Area Network) para um servidor (Gateway) que enviará para a internet e estará disponível para visualização por meio de computadores, tablets e smartphones, onde será possível manusear os dados e executar as tarefas necessárias para o correto funcionamento da estação. A tecnologia base deste projeto é construída em referência a projetos internacionais no padrão europeu, já testado e aprovado em chancela internacional.
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