Marx quer fim da impunidade com prisão em 2ª instância
Deputado também criticou “briga inútil entre direita e esquerda”
O deputado federal Marx Beltrão (PSD), coordenador da bancada federal alagoana no Congresso Nacional, foi um dos primeiros parlamentares federais alagoanos a declarar voto favorável à aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que institui a prisão de condenados em segunda instância no país. Beltrão afirmou que sua posição se dá “em busca da redução da impunidade no Brasil” e que “vai defender a aprovação da proposta no parlamento nacional”.
Mas ao mesmo tempo em que anunciou sua posição, o parlamentar fez duras críticas ao predomínio do viés ideológico que o debate sobre o tema ganhou em todo o país. “É como se um tema tão importante como a redução e o fim dos crimes impunes ficasse reduzido a uma briga inútil entre direita e esquerda. Uma briga que não leva ninguém a nada e não resolve o problema posto, que é a impunidade epidêmica que lamentavelmente temos no Brasil”, disse Marx Beltrão.
O autor da PEC, deputado Alex Manente (Cidadania-SP), espera que ela seja votada pela CCJ da Câmara na semana que vem. Para garantir a votação, ele escreveu um texto alternativo que define a segunda instância como o trânsito julgado em um processo. Na prática, a nova proposta acaba com os recursos especiais extraordinários ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) e ao Supremo Tribunal Federal (STF). Chamada de PEC paralela, a proposta deve tramitar em conjunto com a PEC 410/18.
Cláusula pétrea
A PEC paralela foi apresentada por causa das críticas de deputados de oposição de que a PEC 410/18 altera cláusulas pétreas da Constituição, entre as garantias e os direitos individuais, como a presunção da inocência.
Este é o entendimento do deputado Renildo Calheiros (PCdoB-PE). “Cláusula pétrea não pode ser modificada através de emenda à Constituição, só por outra Assembleia Nacional Constituinte", diferenciou. "É a própria Constituição que assegura a esses dispositivos um tratamento diferente."
Manente reafirmou, no entanto, sua convicção de que a PEC 410 não altera uma cláusula pétrea. "O núcleo da presunção da inocência está mantido na nossa proposta; presunção da inocência não tem nada a ver com trânsito em julgado", rebateu Manente.
Veja também
Últimas notícias
MPAL garante regularização do comércio no Estádio Coracy da Mata Fonseca
Cibele vai às ruas e defende permanência de 158 alunos da Uncisal
Dra. Eudócia acusa Renan Filho de prejuízo bilionário em embate no Senado
Prefeita Marcela recebe trator equipado da Codevasf para Novo Lino
Vídeo mostra tio-avô entrando em mata com menino e saindo sozinho em Maceió
Motorista perde o controle e carro cai dentro de piscina de espaço de lazer
Vídeos e noticias mais lidas
Lojas Mix Mateus em Alagoas passarão a operar com a bandeira Novo Atacarejo
Governo de Alagoas entrega restauração da rodovia AL-105 em julho
Corpo é encontrado em estado de decomposição em Teotônio Vilela
Duas lojas anunciam encerramento das atividades no Centro de Arapiraca
