Amostras de pescado do Nordeste apontam contaminação pela primeira vez
Ministério da Agricultura disse que não há limitação no consumo no momento e acrescentou que avaliará se os resultados se repetem ou se eles foram pontuais
Análises feitas pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento em pescados do Nordeste apontaram pela primeira vez contaminação de duas entre 68 amostras. O estudo é feito com objetivo de se avaliar a contaminação dos peixes por derivados de petróleo em Estados onde manchas de óleo chegaram à costa. As duas amostras apresentaram valores acima dos níveis de preocupação à saúde definidos pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
"Como foram poucos resultados, apenas dois, eles não representam risco para a saúde pública, e não há limitação de consumo neste momento. Vamos aumentar o número de amostras dessas espécies analisadas para verificar se esses resultados se repetem ou se foram pontuais", explicou o secretário de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura, José Guilherme Leal, em nota divulgada pela pasta.
Os pescados foram coletados entre 6 e 8 de novembro nos Estados da Bahia, Ceará, Pernambuco, Paraíba e Rio Grande do Norte. As amostras foram enviadas para análise a unidade avançada do Laboratório Federal de Defesa Agropecuária em Santa Catarina. Somando-se com a primeira rodada de análises realizadas pelo Laboratório de Estudos Marinhos e Ambientais (LabMAM) da PUC-RJ, foram obtidos 68 resultados de pescado, referentes à amostragem de peixes (Albacora Azul, Albacora Laje, Ariacó, Badejo Sirigado, Budião, Cioba, Dourado, Garoupa, Guaiúba, Pargo Ferreiro, Piraúna, Saramonete e Vermelho), camarões de captura (Rosa e Sete Barbas), camarões de cultivo (Cinza) e lagostas (Verde e Vermelha) coletadas em estabelecimentos sob Inspeção Federal.
Em nota, o ministério disse que os resultados não alteram a avaliação do risco do consumo de pescado das regiões oleadas. Essas são as primeiras análises encontradas acima dos níveis de preocupação e não há uma série histórica para se estabelecer um comparativo de contaminação de pescados antes e depois do derramamento de óleo. Entretanto, o Ministério irá direcionar nova estratégia de monitoramento do pescado por espécie ou habitat e região afetada.
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