Cartórios registram que 12,3% dos óbitos por causas respiratórias nas capitais do Brasil são de não residentes
Número é maior do que os que vieram a falecer fora de seus domicílios em decorrência de causas cardíacas e demais doenças naturais somadas
Um total de 12,3% das pessoas falecidas por doenças respiratórias nas capitais brasileiras era residente de outros municípios que não o de local de sua morte. É o que apontam os números dos registros de óbitos feitos pelos Cartórios brasileiros no período de 16 de março a 16 de julho deste ano, disponíveis no Portal da Transparência do Registro Civil, plataforma administrada pela Associação Nacional dos Registradores de Pessoas Naturais (Arpen-Brasil), e computados a partir de declarações de óbitos atestadas pelos médicos.
A informação faz parte do novo módulo do Portal, que permite consultar, em cada município brasileiro com mais de 50 óbitos, a quantidade de pessoas falecidas naquela cidade e também as que não eram residentes no município em que vieram a óbito. Em números absolutos, 9.820 cidadãos morreram neste período após se deslocarem para as capitais em razão de doenças respiratórias (Covid-19, Insuficiência Respiratória, Pneumonia, Síndrome Respiratória Aguda (SRAG) e Septicemia). O número é maior do que os que vieram a falecer em cidades diferentes das de sua residência em decorrência de causas cardíacas (2.187) e por demais doenças naturais (4.803) somadas.
Entre as capitais brasileiras as que registraram maior movimentação de pessoas não residentes e que vieram a falecer por doenças respiratórias destaca-se Cuiabá (MT), com 33,3% de casos de óbitos nesta situação, seguida por Porto Alegre (RS), com 32,9%, Belém (PA), com 19,4%, Goiânia (GO), com 18,7%, e Vitória (ES), com 18,4%. Já as capitais, São Paulo (11,5%), Rio de Janeiro (8,9%), Curitiba (8,6%) e Brasília (10,5%) registraram uma movimentação abaixo da média de pacientes oriundos de outras cidades que vieram a falecer. O percentual em Belo Horizonte (MG) foi de 15,7%.
Quando se analisam apenas os óbitos por Covid-19, o percentual de mortes de não residentes nas capitais brasileiras é de 11,87%. Desta vez, Porto Alegre (RS) é quem registrou mais casos, com 40% dos óbitos, seguida por Cuiabá (MT), com 36%, Recife (PE), com 25%, Palmas, com 24%, e Porto Velho (RO), com 20%. Já as capitais, São Paulo (12%), Rio de Janeiro (10%), Brasília (14%), Curitiba (11%) e Belo Horizonte (11%) registraram movimentação próximas a observada na média nacional.
Já os números do total de mortes naturais no Brasil registraram uma média de 11,3% de pessoas que se deslocaram para atendimento nas capitais brasileiras, mas vieram a óbito. A análise por capitais tem novamente Cuiabá à frente dos casos, com 34,3% dos falecimentos registrados, seguida por Porto Alegre (30%), Recife (21,1%), Belém (19,9%) e Vitória (19,7%). Já São Paulo (9,7%), Rio de Janeiro (7,8%), Brasília (3,6%), Curitiba (8%) estiveram abaixo das capitais líderes. Belo Horizonte percentual de (13,7%).
Entre as causas cardíacas, a movimentação de pessoas que vieram de outros municípios e que faleceram nas capitais brasileiras foi de 8,8% do total de óbitos. Nestes casos, que envolvem mortes por Infartos, AVC e Demais Causas Cardiovasculares, novamente Porto Alegre registra o maior percentual, 27,2% dos falecimentos, seguida por Cuiabá (27,1%), Belém (21,8%), Vitória (18,9%) e Recife (18,6%). As capitais de São Paulo (6,4%), Rio de Janeiro (5,1%), Brasília (15%), Curitiba (5,9%) e Belo Horizonte (13,6%) apresentam números variáveis em comparação com a média nacional.
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