Ministério Público recomenda retorno imediato das aulas presenciais em Porto Calvo e Japaratinga
Recomendação também vale para Jacuípe e Jundiá
O Ministério Público de Alagoas (MPAL) recomendou aos prefeitos e secretários de Educação dos municípios de Porto Calvo, Japaratinga, Jundiá, Jacuípe, todos na Região Norte do Estado, que se abstenham de editar decreto suspendendo as atividades educacionais presenciais nestas cidades. A recomendação foi publicada no Diário Oficial do órgão desta segunda-feira (26).
O promotor responsável pela recomendação, Paulo Barbosa de Almeida Filho, recomendou também o retorno imediato das aulas nas escolas públicas municipais, obedecendo todos os protocolos de segurança e respeitando a opção dos pais e responsáveis pelo regime presencial ou à distância e, neste último caso, garantindo que a escolha seja condicionada à comprovação da participação efetiva em todas as atividades não presenciais ofertadas.
O não atendimento da recomendação poderá, de acordo com o promotor, ensejar a propositura da competente ação civil pública, além de outras medidas judiciais e extrajudiciais com o fito de alcançar os objetivos pretendidos. Na Região Norte, apenas Maragogi já retornou com as aulas presenciais.
Ele ressalta ainda que o não atendimento à recomendação formal do Ministério Público, considerando a essencialidade das atividades educacionais, como direitos fundamentais que são, implica a caracterização do dolo imprescindível à configuração, em tese, de ilícitos previstos na Lei de Improbidade Administrativa.
Paulo Barbosa de Almeida Filho citou no Diário Oficial que a liberação e o funcionamento das atividades escolares presenciais no setor privado denotam violação do princípio da igualdade e acesso universal ante a não oferta de atividades presenciais no setor público.
O promotor recomendou ainda que, quando houver necessidade epidemiológica, que suspenda primeiramente ou conjuntamente todas atividades não essenciais, priorizando a manutenção das atividades essenciais, em especial a educação presencial.
Paulo Barbosa ressaltou que a escola não é apenas um espaço de aprendizagem e construção de conhecimento, mas também desempenha funções fundamentais de socialização e cuidado de crianças e adolescentes.
O promotor citou ainda que a promoção de saúde mental na escola fortalece o bom relacionamento com a comunidade, família e amigos, e, ainda, ajuda a encarar sentimentos e comportamentos de forma saudável, o que auxilia no desenvolvimento e potencialização da resiliência. Além disso, o acolhimento apropriado das demandas de saúde mental, neste momento, reduz a probabilidade de evasão e abandono da escola.
Veja também
Últimas notícias
Palmeira dos Índios é única cidade de Alagoas a receber Prêmio de Inclusão Socioeconômica em Brasília
Penedo sedia encontro nacional dos Conselhos Municipais de Educação
Famílias de São Sebastião são beneficiadas com títulos de propriedade de imóveis
PL de Renan Calheiros avança no Senado com linha de crédito especial para produtores rurais endividados
Polícia desmancha depósito e apreende mais de 18kg de drogas no bairro São Luiz em Arapiraca
João Vicente explica escolha de Tino Marcos para novo projeto do Porta
Vídeos e noticias mais lidas
Publicado edital para o concurso do Detran; veja cargos e salários
Jovem é expulso após ser flagrado se masturbando dentro de academia de Arapiraca
Após demissão de Moro, Bolsonaro fará declaração às 17h
Mototaxista é assassinado a tiros em São Luís do Quitunde
