Policial de folga age heroicamente para salvar pessoas da cheia em Jacuípe
Militar é natural da cidade e se voluntariou para ajudar os bombeiros
A tragédia da enchente do início de julho de 2022 na pequena Jacuípe ficou para sempre na memória dos alagoanos, mas nem tudo são memórias ruins: um policial de folga (após 48 horas de plantão) agiu heroicamente no resgate de vítimas. Isaque Nildo Moreira Cavalcanti, de 22 anos de idade, se voluntariou junto com os bombeiros e foi um dos heróis no momento de aflição. Ele é natural da cidade alagoana. Os moradores estão orgulhosos da ação do soldado jacuipense.
O 3 de julho desse ano foi um dos piores dias da história de Jacuípe e os moradores ficaram desolados com tamanha tragédia. A cena era lastimável: ruas e imóveis totalmente inundados e pessoas ilhadas e desesperadas sem ter para onde ir. A tragédia deixou todos aflitos. O rio Jacuípe tinha elevado seu nível como há muito tempo não fazia.

Isaque Nildo Moreira Cavalcanti atua no 6º Batalhão da Polícia Militar (6º BPM), sediado em Maragogi, e quando chegou à sua terra viu o cenário desolador. “Eu tinha acabado de chegar, ainda meio cansado, no plantão anterior tinha virado a noite acordado e quando dei de cara vi que se tratava de uma situação pior do que a de 2010”, relatou.
Veja um vídeo de um dos resgates:
Quando o policial viu os bombeiros, logo se prontificou para ajudar. “Vi o Corpo de Bombeiros chegando e me aproximei, escutei eles falarem que estavam apenas em três e tinham que esperar outra guarnição para completar o bote. Na mesma hora disse que era voluntário, me apresentei como PM e como morador da cidade, que conhecia o local”, disse.
O militar jacuipense contou que os moradores foram fundamentais para informar onde estavam as pessoas que precisavam de ajuda. “Daí os moradores que estavam em contato com as pessoas ilhadas iam até mim e falavam quem era, e onde era. Eu ia juntamente com os bombeiros e mostrava o local. Conseguimos resgatar várias pessoas, crianças, idosos... Até mesmo uma criança que tinha sido picada por um inseto e o braço estava muito inchado, ela precisava de atendimento e não conseguia sair pois estava ilhada”, informou.

O soldado do Pelopes relatou ainda que mesmo sendo na cidade, nunca tinha imaginado ter que fazer tudo isso. “Nunca pensei em salvar vidas de um modo diferente do meu trabalho, foi algo totalmente novo e inesperado. E, graças aos bombeiros, que também me ajudaram a ficar no mesmo padrão, conseguimos êxito nos resgates”, salientou.
Dever cumprido
O jacuipense disse que a sensação é dever cumprido por ter ajudado as pessoas. “Dever cumprido, fiz o que tinha que ser feito! Todos os treinamentos que passei, e o treino diário valeram a pena! Pois isso me condicionou a estar bem e em condições de conseguir resgatar aquelas pessoas”, finalizou.
Veja vídeo da atuação do policial e dos bombeiros:
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