Lula proíbe uso de celular no gabinete e em reuniões
Declaração ocorreu durante transmissão nas redes sociais
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) criticou nesta terça-feira (4) o uso excessivo de celular e disse que não permite o aparelho nas reuniões das quais ele participa. Segundo o chefe do Executivo, a dependência pelo celular é uma doença e atrapalha o relacionamento entre as pessoas.
"No meu gabinete na Presidência, ninguém entra com telefone celular. Porque o cara marca uma audiência com o presidente, e daqui a pouco o cara está lá, o presidente sentado, e o cara no celular conversando com o cara com quem ele não marcou audiência. Então, no meu gabinete, não entra com celular. Celular fica na portaria, e em nenhuma reunião eu permito celular", disse Lula em uma live nas redes sociais.
Lula justificou que se educou para não se tornar dependente digital. "Não preciso saber de notícias às 5h, 6h. Eu me levanto, vou trabalhar às 8h, quando chegar ao meu serviço, quero saber de todas as notícias", contou.
A mesma postura, segundo ele, ocorre no fim do expediente. "Se não tiver algo muito grave, não precisa me ligar. Não vou perder meu sono por causa de uma matéria [me atacando]. Não vou pegar o telefone e ligar para a empresa. Que publique, eu leio no dia seguinte", disse.
"Eu graças a Deus me eduquei. Me eduquei, não sou refém do celular, não sou refém, não almoço com celular, não janto com celular, não vou a banheiro com celular, não tomo banho com celular. Ou seja, tenho meu tempo, e o celular tem o dele", afirmou.
O presidente ainda criticou quem usa mais de um celular. "Tem gente que é doente, tem gente que só tem duas orelhas e anda com três celulares na mão, quatro. Antigamente, as pessoas ainda coçavam a virilha, hoje em dia nem isso coça mais. As pessoas cheias de celular na mão. Eu sinceramente acho que é doença ou prepotência, se acha muito importante."
Lula pediu às pessoas que deixem o celular de lado e passem a "humanizar" o contato com os outros. "Eu sou daqueles pra quem relação humana é coisa de pele, é química, é abraçar. Fico nervoso com o povo que trabalha comigo. Quero que ligue para a pessoa, e não que mande mensagem. Comigo é ligue. Fale ‘bom dia, boa tarde, boa noite, presidente quer fazer reunião, pode comparecer’. Vamos humanizar as relações humanas", afirmou.
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