Usinas solares evitam lançamento de 150 toneladas de gás carbônico
Sete geradores de energia limpa entraram em funcionamento, de forma gradativa, desde 2021 nos Campi do Ifal
Uma média de 150 toneladas de gás carbônico (CO2) deixou de ser emitida na atmosfera pelo Instituto Federal de Alagoas desde que as usinas solares começaram a funcionar nas unidades da instituição. Os dados fazem parte de um levantamento do professor do Campus Palmeira dos Índios, Márcio Azevedo Rocha, e compreende o período que vai de 2021 a julho deste ano.
Sete usinas fotovoltaicas já produziram 1,16 milhão de kwh nas 2.016 placas instaladas nos Campi de Arapiraca, Coruripe, Maragogi, Murici, Palmeira dos Índios, Penedo e Piranhas. Márcio Azevedo informou que essa produção ocorreu de forma gradativa, pois elas entraram em operação em momentos distintos nessas unidades da instituição.
Essa energia gerada pelas placas seria suficiente, por exemplo, para manterem ligadas 60 mil geladeiras e poderia ser utilizada em 1,08 milhão de banhos de 15 minutos cada, em chuveiro elétrico. Os dados mostram ainda que o montante produzido representou uma economia de R$ 450 mil para a instituição, em média. Toda essa produção vira “crédito”, que é abatido pela concessionária de energia elétrica na conta paga pelos Campi geradores.
Márcio Azevedo Rocha disse que há previsão de aumento de produção desse tipo de energia no Instituto Federal de Alagoas com instalação de novos equipamentos. “Há um entendimento da Reitoria em abrir um pregão para atender as unidades de Marechal, São Miguel, Viçosa, Maceió e Batalha, já que são imóveis próprios. Os demais iriam ser contemplados posteriormente”, afirmou. Ele foi fiscal durante a instalação dos sete equipamentos e comissionamento dos mesmos. Atualmente, atua como fiscal para fechar esse contrato, que aguarda alguns detalhes técnicos.
A usina solar do Campus Satuba entrou em funcionamento em abril deste ano, após a vistoria e aprovação da companhia Equatorial Energia. O equipamento - composto por 224 painéis – produziu 56.408 kwh, o que representa uma economia de R$ 36.677,27 para a unidade de ensino nos últimos quatro meses, segundo dados enviados pelo engenheiro eletricista do Ifal, Shyrdnez de Azevedo Farias. Os dados de Satuba não fazem parte do levantamento que envolve Arapiraca, Coruripe, Maragogi, Murici, Palmeira dos Índios, Penedo e Piranhas.
Plano de gestão prevê ações de preservação do meio ambiente
Reduzir o consumo de energia elétrica é uma das ações previstas no Plano de Gestão de Logística Sustentável do Instituto Federal de Alagoas, cujo objetivo geral é implementar e monitorar práticas de sustentabilidade nas unidades da instituição. O documento foi aprovado pelo Instituto em 2019 e é válido até este ano.
“Outras contribuições que devem ser desenvolvidas pelo Ifal (Campus/Reitoria) são diminuição/eliminação da utilização de papel A4 e copos plásticos descartáveis; redução do consumo de água e esgoto gerado; qualidade de vida no ambiente de trabalho; e, é claro, a redução do custo da energia elétrica utilizada”, citou o presidente da Comissão Sistêmica de Sustentabilidade do Ifal, Letácio Lucena Freitas Júnior.
O documento também propõe ao Ifal a realização de licitações sustentáveis, dando destaque às aquisições de bens e materiais, contratações de serviços e obras ambientalmente sustentáveis. Outro ponto é voltado ao transporte, o qual prevê à redução dos impactos ambientais na utilização dos veículos oficiais.
Sustentabilidade, aquecimento global, mudanças climáticas e efeito estufa são termos que cada vez mais frequentes nos veículos de comunicação de massa, debatidos em postagens de redes sociais, conversa entre amigos de trabalho e em atividades escolares. É neste último local onde há bastante atuação das Comissões de Sustentabilidade nos Campi do Instituto Federal de Alagoas.
“Em sala de aula, tais assuntos são trazidos ao debate constantemente, pois hoje entende-se bem que sem um ambiente equilibrado, muitas atividades econômicas tornam-se inviáveis, a exemplo da agricultura e da hospedagem, principalmente em relação ao turismo ecológico. Não há como dissociar a educação formal dos debates ambientais”, exemplificou Carlos Alberto Ramos dos Santos, que é membro da Comissão de Maragogi.

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