Lula chama emenda impositiva de ‘loucura’ e diz que Congresso sequestrou parte do Orçamento
Ministro Flávio Dino, do STF, suspendeu a medida até que o Parlamento apresente novos parâmetros e regras
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva avaliou, nesta quinta-feira (15), como “loucura” as emendas impositivas (de pagamento obrigatório) e disse que o Congresso Nacional “sequestrou” parte do Orçamento da União, o qual o “Executivo tem a obrigação de governar”. O modelo foi suspenso pelo ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Flávio Dino, na última quarta-feira (14).
Emendas impositivas são todas as emendas individuais de transferência especial (popularmente chamadas de “Emendas Pix”), emendas individuais de transferência com finalidade definida e emendas de bancadas.
“A emenda impositiva significa que o deputado pode ser contra ou a favor e tem mesmo direito. Se ele passar o dia inteiro no microfone me xingando, se ele passar o dia inteiro votando contra as coisas do governo, vai receber do mesmo jeito. Isso foi o começo de uma loucura que aconteceu neste país. O Congresso Nacional hoje tem metade do orçamento que o governo tem”, disse Lula.
“Não é possível, não tem nenhum país no mundo que o Congresso Nacional tenha sequestrado parte do orçamento para ele em detrimento do Poder Executivo, que é quem tem obrigação de governar... Então tivemos agora essa decisão do ministro Flávio Dino. Acho que é plenamente possível estabelecer uma negociação com o Congresso Nacional, e fazer com que haja um acordo que seja razoável. Eu não sou contra o deputado ter emenda”, acrescentou.
As emendas impositivas foram suspensas por ordem de Dino. O ministro do STF determinou a suspensão da medida até que o Congresso Nacional apresente novos parâmetros e regras para que a liberação dos recursos tenha transparência, rastreabilidade e eficiência. Ficam ressalvados os recursos destinados a obras já iniciadas e em andamento ou a ações para atendimento de calamidade pública formalmente declarada e reconhecida.
Na semana passada, Dino determinou que o Poder Executivo, por meio de consulta da AGU (Advocacia-Geral da União) aos ministros de Estado, encaminhe todos os ofícios relativos a “indicações” ou “priorização pelos autores” de emendas parlamentares.
Também na semana passada, o ministro deu um prazo de 30 dias para que a CGU (Controladoria-Geral da União) apresente prova técnica de dados referentes aos dez municípios mais beneficiados por emendas parlamentares nos anos de 2020 a 2023.
Além disso, no prazo de 90 dias, a CGU deve realizar auditoria de todos os repasses de emendas parlamentares (de qualquer modalidade) em benefício de ONGs (organizações não governamentais) e demais entidades do terceiro setor, realizados nos anos de 2020 a 2024.
Veja também
Últimas notícias
Bolsonaro volta à prisão na PF após receber alta hospitalar
Primeira-dama e prefeito JHC divulgam programação do Verão Massayó 2026
Turistas e ambulantes bloqueiam trânsito na orla da Ponta Verde e DMTT pede apoio da polícia
Jangada com fogos vira no mar e provoca pânico durante Réveillon em Maragogi
Primeiro bebê de 2026 em Alagoas nasce no Hospital da Mulher, em Maceió
Gusttavo Lima faz pocket show surpresa em resort na Barra de São Miguel e encanta hóspedes
Vídeos e noticias mais lidas
Policial Militar é preso após invadir motel e executar enfermeiro em Arapiraca
Alagoas registrou aumento no número de homicídios, aponta Governo Federal
Saiba o que a esposa do PM suspeito de matar enfermeiro disse em depoimento à polícia
Estado de Alagoas deve pagar R$ 8,6 milhões a motoristas de transporte escolar
