Alagoas volta a registrar a menor taxa de desemprego da história, diz IBGE
Na passagem do primeiro para o segundo trimestre, a desocupação no estado ficou em 7,5%
A taxa de desemprego recuou para 7,5% em Alagoas, na passagem do primeiro para o segundo trimestre deste ano, e atingiu o menor índice da série histórica iniciada em 2012 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). De acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua divulgada pelo órgão, nesta sexta-feira (15), a retração de desocupação no estado foi de 1,5 ponto percentual na passagem de um trimestre para o outro.
Alagoas já havia atingido a menor taxa de desocupação da história em 2024, quando o índice encerrou o ano em 7,6%. Em 2012, quando a pesquisa foi iniciada, a taxa de desemprego no estado era de 11,4%, chegando a atingir 19,4% – a maior da história –, influenciada pela pandemia de Covid-19.
No início do governo Paulo Dantas, em 2022, a taxa de desemprego em Alagoas era de 12%, o que significa 4,5 pontos percentuais a mais do que os atuais 7,5%. Para a secretária de Estado do Trabalho, Cláudia Balbino, os resultados históricos divulgados pelo IBGE mostram que Alagoas está no caminho certo também na geração de emprego e renda.
“Iniciativas como a do Programa Emprega Mais Alagoas, que já capacitou mais de dois mil trabalhadores para novas oportunidades, são fundamentais para reduzir a taxa de desemprego no estado e aumentar a renda dos alagoanos”, destacou. “A Secretaria do Trabalho segue as diretrizes do governador Paulo Dantas para que Alagoas siga avançando também na geração de emprego e renda”, acrescentou Cláudia Balbino.
O desempenho de Alagoas contribuiu para que o Brasil registrasse a menor taxa de desemprego da história no segundo trimestre, com 5,8%. Até então, a menor taxa de desocupação pertencia a novembro de 2024, com 6,1%. No primeiro trimestre de 2025, o índice estava em 7%. Já no segundo trimestre de 2024 era 6,9%.
Ocupação
No segundo trimestre deste ano, 1,2 milhão de pessoas estavam no mercado de trabalho em Alagoas, uma alta de 0,9% em relação ao mesmo período de 2024. Quando comparado ao primeiro trimestre de 2025 – quando havia 1,1 milhão de trabalhadores – esse crescimento é de 2,6%. O IBGE considera que estão na força de trabalho pessoas de 14 anos ou mais de idade de produzir bens ou serviços.
O levantamento do órgão mostra também que Alagoas registrou o segundo maior percentual de trabalhadores com carteira assinada do Nordeste, com 63,1%. O ranking é encabeçado pelo Rio Grande do Norte, com 71%. Já o Maranhão aparece em último lugar da região e do país, com 53,1%.
A pesquisa do IBGE mostra ainda que, no segundo trimestre de 2025, o rendimento médio real de todos os trabalhos habitualmente recebido em Alagoas foi estimado em R$ 2.530, um avanço de 13,4% em relação ao período de 2024, quando esse valor era de R$ 2.231.
Já a massa de rendimento real habitual – ou seja, a soma de todas as rendas dos trabalhadores – atingiu R$ 3,03 bilhões no segundo trimestre deste ano, um crescimento de 14,5% ante os R$ 2,6 bilhões recebidos no segundo trimestre de 2024.
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