MPT garante tutela que obriga Hospital Regional do Norte interromper perseguições contra funcionários
Medida determina que a instituição reintegre profissional afastado e interrompa retaliações em decorrência da colaboração com os órgãos fiscalizadores
O Ministério Público do Trabalho em Alagoas (MPT/AL) garantiu na Justiça do Trabalho uma Medida Liminar neste mês de dezembro contra o Hospital Regional do Norte (HRN) localizado no município de Porto Calvo. A Tutela de Urgência determina que a unidade de saúde interrompa as retaliações contra funcionários por colaborarem com órgãos fiscalizadores, bem como observe normas trabalhistas relativas à saúde, higiene e segurança dos profissionais que, segundo apurou a procuradora do Trabalho, Eme Carla Carvalho, em inquérito civil, configuram “graves irregularidades”.
A maioria dos problemas constatados pelo MPT/AL está relacionado ao tema Saúde e Segurança no Trabalho (SST), em especial de psicólogas e assistentes sociais, mas também há casos de punições aos profissionais que se dispõem à colaborar com órgãos de fiscalização.
A procuradora do MPT buscou a reparação imediata, pois os problemas já persistem há mais de três anos. “No curso da investigação, verificamos muitas irregularidades no hospital, desde sobrecarga de trabalho até contratações precárias de funcionários. A decisão sana parte dos problemas que exigem reparação imediata, então é um ganho para os profissionais da instituição”, disse Eme Carla.
A juíza do Trabalho, Alda de Barros Araujo, titular da 9ª Vara do Trabalho de Maceió, deferiu parcialmente o Pedido de Tutela de Urgência, pois reconheceu os "elementos de provas" apresentados pela autora da Ação. Assim, a magistrada determinou o cumprimento imediato da decisão com a juntada dos documentos probatórios em até cinco dias. Também mandou reintegrar a assistente social Valquíria Régia afastada ou comprovar impedimentos formais/legais à reintegração. A mesma determinação se estendeu a assistente social Alessandra Barros que deve ter as condições de trabalho restabelecidas. Nestes e noutros casos, o Estado de Alagoas deve comprovar a não realização de atos de retaliação contra as pessoas que colaboraram com órgãos fiscalizadores.
O governo estadual ainda ficou incumbido de apresentar outras providências saneantes dos problemas apontados pelo MPT/AL quanto às questões de SST, além de fornecer informações estatísticas sobre o quadro de adoecimentos dos trabalhadores do hospital, especialmente dos casos de Covid-19, atestados médicos e licenças concedidas.
Devido à extensão dos problemas e à ausência de resolução, representante do MPT/AL pediu à magistrada a fixação de multa diária de R$ 25 mil. A juíza atendeu o pleito parcialmente e determinou que o Estado de Alagoas deve pagar R$ 1 mil por dia em atraso no cumprimento da decisão.
De acordo com informações divulgadas pelo MPT, a medida, entretanto, ainda não é definitiva. A audiência inicial da Ação Civil Pública (ACP) que ensejou a Tutela de Urgência ocorrerá em fevereiro de 2026.
Veja também
Últimas notícias
Guilherme Lopes amplia base e recebe apoio de vereador de Quebrangulo
Estudantes alagoanos brilham em exposições de telas sobre Nise da Silveira no Cine Arte Pajuçara
Grupo de Capoeira Mandingueiros de Penedo celebra 18 anos de atividades
Programa “Esporte para Todos” é lançado com grande participação popular em Palmeira dos Índios
Ex-jogador Raí será palestrante durante Semana do MEI em Penedo
Soldado de Israel faz foto com cigarro na boca de Virgem Maria
Vídeos e noticias mais lidas
Publicado edital para o concurso do Detran; veja cargos e salários
Jovem morre após complicações de dengue hemorrágica em Arapiraca
Estudantes se formam na Uninassau Arapiraca e descobrem que curso não é reconhecido
Com avanço das obras, novo binário de Arapiraca já recebe sinalização e mobiliários urbanos
