IR mais justo beneficiará milhões a partir de janeiro de 2026
Nova regra zera imposto para quem ganha até R$ 5 mil, reduz cobrança para a classe média e eleva contribuição dos super-ricos
A proposta do Governo do Brasil que amplia a isenção do Imposto de Renda e corrige distorções históricas no sistema tributário foi aprovada e promete colocar mais dinheiro no bolso de quem mais precisa.
A partir de janeiro de 2026, a vida financeira de milhões de trabalhadores brasileiros ganhará um novo fôlego. Na prática, quem recebe até R$ 5 mil por mês deixará de pagar Imposto de Renda. Já os brasileiros com renda entre R$ 5 mil e R$ 7.350 passarão a contribuir com uma alíquota progressiva, pagando menos do que hoje.
A principal mudança, no entanto, atinge o topo da pirâmide: quem ganha mais de R$ 50 mil por mês ou acima de R$ 600 mil por ano começará a pagar uma alíquota que vai de 0% a 10%, superior à média anterior, que era de aproximadamente 2,5%.
A medida corrige uma injustiça histórica do sistema tributário brasileiro, no qual os super-ricos, proporcionalmente, pagavam menos impostos do que a classe média e os trabalhadores de menor renda.
Hoje, cerca de 0,13% dos contribuintes — aproximadamente 141 mil pessoas — praticamente não contribuem com o mínimo de Imposto de Renda. Agora, esse grupo passará a colaborar para equilibrar a balança.
Com a mudança, 15 milhões de brasileiros terão redução ou eliminação do Imposto de Renda, incluindo 10 milhões que ficarão totalmente isentos e outros 5 milhões que terão desconto no valor recolhido.
Segundo o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, a medida visa a minimizar a injustiça social com a promoção de maior justiça fiscal. De acordo com ele, a iniciativa representa o passo mais importante já dado na direção de um sistema tributário mais justo.
“O Brasil possui uma desigualdade pior do que a de 47 países da África. Isso tem que acabar. Temos que ter o mínimo de dignidade para nossa gente. Se a desigualdade começa a ser reduzida, é porque as oportunidades estão sendo ampliadas”, afirma.
Mais dinheiro no bolso e na economia
A mudança no Imposto de Renda passou por diferentes etapas no Executivo e no Congresso antes de ser sancionada.
O impacto da mudança vai além do contracheque individual. Com o fim do desconto do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil, o trabalhador passa a contar, na prática, com um valor extra ao longo do ano — que pode chegar perto de um 14º salário.
Esse recurso adicional, segundo o governo brasileiro, servirá para fortalecer o consumo das famílias; incentivar investimentos em saúde, educação e lazer; e movimentar toda a engrenagem da economia.
A isenção será aplicada automaticamente na folha de pagamento. Ou seja, para ter acesso ao benefício, o trabalhador não precisa fazer nada.
Essa automatização faz parte da estratégia do governo de simplificar os processos e garantir que o desconto chegue de forma direta e imediata ao bolso do contribuinte.
Justiça tributária na prática
Em resumo:
Até R$ 5 mil por mês, há isenção total de Imposto de Renda.
De R$ 5 mil a R$ 7.350, há tributação progressiva, com redução de carga.
Acima de R$ 50 mil por mês ou R$ 600 mil por ano, a alíquota será de 0% a 10%, superior ao padrão anterior.
Mais justiça tributária, mais renda para o trabalhador e mais desenvolvimento para o país
Com a aprovação da proposta, o Brasil avança para um sistema mais equilibrado, que protege a renda de quem mais precisa e fortalece o crescimento econômico de forma sustentável.
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