Politicando
Para Requião, governo pretende privatizar a Previdência Social
Em pronunciamento no Plenário nesta quinta-feira (23), o senador Roberto Requião (PMDB-PR) afirmou que o objetivo principal do governo é privatizar a Previdência Social. Para isso, segundo o parlamentar, o Executivo Federal manipula dados e frauda informações.
— O que se pretende com a iniciativa Meirelles-Temer é abastardar a previdência contributiva pública, a previdência financiada pelos trabalhadores e pelos patrões a fim de piorá-la, degenerá-la para abrir espaço para a previdência privada, financiada apenas pelos trabalhadores. Com isso, milhões de brasileiros serão expelidos de qualquer forma de proteção, pois perderão a previdência pública e não terão como pagar a previdência privada - disse.
Requião afirmou também que não há deficit no Sistema de Seguridade Social. Acrescentou ainda que a proposta de reforma do governo é uma crueldade com o trabalhador que dificilmente conseguirá se aposentar.
— Em 2015, 79% das pessoas que se aposentavam por idade não conseguiram contribuir por 25 anos. A média de contribuição era de 7 meses em um ano. Imaginem agora com a terceirização do trabalho? No regime proposto pelo governo, para se aposentar teriam que continuar contribuindo muito além dos 65 anos. Isso não é apenas um equívoco, é uma crueldade – criticou.
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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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