Politicando
Secretário de Estado visita MPF/AL e apresenta providências adotadas na saúde
O Ministério Público Federal em Alagoas (MPF/AL), representado pela procuradora dos Direitos do Cidadão em Alagoas Roberta Barbosa Bomfim, recebeu a visita do secretário de Estado da Saúde, Carlos Christian Reis Teixeira, no começo desta semana. Na ocasião, o gestor apresentou providências adotadas pelo Estado de Alagoas em atendimento a algumas das demandas deste órgão ministerial.
A Procuradoria dos Direitos do Cidadão (PRDC) em Alagoas atua fortemente na proteção do direito à saúde pública de qualidade e ao atendimento universal da população no estado, portanto, são inúmeros os ofícios e recomendações destinados à Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) para que explicações sejam dadas e providências adotadas.
Assim, por ocasião da visita institucional, temas delicados como: desabastecimento de medicamentos, hospitais conveniados ao estado sem leitos para pacientes do SUS e leitos fechados na Maternidade Escola Santa Mônica, foram abordados.
Falta de medicamentos – O secretário informou que quatro ou cinco pregoeiros serão destinados apenas às licitações da Sesau, atendendo às peculiaridades do setor. Ele espera que com a abertura de pregões, fornecedores de outros estados, que trabalham com preços mais acessíveis, sejam atraídos.
Hospitais conveniados – Apesar de receberem repasses do Estado, hospitais conveniados, a exemplo do Hospital do Açúcar, apresentam dificuldade na disponibilidade de leitos aos pacientes do SUS. O secretário esclareceu que a atual gestão da Sesau tem sido severa na fiscalização dos hospitais e que tem organizado a pasta, a fim de empreender as modificações necessárias, como a diminuição do prazo de pagamento aos hospitais, argumento muitas vezes usado para justificar a falta de leitos pelo SUS.
Hospital Escola Santa Mônica – A procuradora mencionou a Recomendação expedida ao Ministério da Saúde visando a adequação dos repasses federais destinados à Santa Mônica, considerando a parcialidade dos leitos de UCI e UTI neonatal efetivamente disponibilizados aos bebês. O gestor esclareceu que a saída de servidores para a inatividade deve viabilizar a convocação e nomeação da reserva técnica necessária à solução do problema de pessoal e que esta é a intenção do governador.
Christian Teixeira ressaltou os investimentos na saúde, como a inauguração de novas unidades hospitalares visando ampliar o atendimento, citando o Hospital da Mulher e o Hospital Metropolitano.
A procuradora da República Roberta Bomfim disse ao secretário que a titularidade de uma pasta como a Saúde num estado como Alagoas é uma missão grandiosa. “O Ministério Público Federal conta com o avanço da gestão como forma de propiciar a adequada e necessária tutela à saúde dos cidadãos”, finalizou.
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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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