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Vereadores de Arapiraca atacam gestão de Rogério Teófilo, que completa três meses

05/04/2017 18h06
Vereadores de Arapiraca atacam gestão de Rogério Teófilo, que completa três meses

A rota de colisão foi implantada na Câmara Municipal de Arapiraca. Os vereadores saíram da defensiva e partiram para o ataque a gestão de Rogério Teófilo (PSDB), que foi eleito com a promessa de mudança de gestão na Prefeitura de Arapiraca. Passados três meses, a insatisfação da sociedade arapiraquense e dos edis é evidente em todos os cantos da 2ª maior cidade de Alagoas.

“A situação do município de Arapiraca é grave. Estamos entrando no quarto mês da gestão do prefeito Rogério Teófilo. Precisamos sair do discurso e começar a trabalhar por Arapiraca. Será que o executivo está cumprindo o seu papel?”, declarou o vereador Willomaks da Saúde (PRP).

O vereador Edvânio do Zé Baixinho revelou, em plenário, que a construtora Humberto Lôbo (PSL) paralisou as atividades na cidade por falta de pagamento. “A gente espera que o prefeito, junto com o secretário, resolva esse problema porque não pode ficar dessa forma. O prefeito precisa agir o mais rápido possível para poder dar continuidade com essas obras. Essa paralisação é justa e estamos esperando que o prefeito, juntamente com o Secretário Municipal de Desenvolvimento Urbano e Obras, Daniel Oliveira, resolva", ressaltou.

O edil aproveitou para criticar a gestão de Rogério Teófilo (PSDB). “Está na hora dos secretários e do gestor pararem de reclamar da gestão passada e começarem a trabalhar. Quatro meses é tempo suficiente. Tem que correr e ir atrás de recursos para Arapiraca. Marx Beltrão, Maurício Quintella e a bancada federal estão dispostos a ajudar o nosso município, mas é preciso se levantar da cadeira, sair do gabinete e trabalhar".

O parlamentar disse ainda que Rogério Teófilo teve tempo suficiente para tomar conhecimento dos problemas de Arapiraca. “Eu não falo que ele é um prefeito devagar. Já se passaram mais de noventa dias da gestão, ele ainda teve quarenta e cinco dias de transição, e já deveria ter sido feito um planejamento e que a gestão estivesse andando com um ritmo acelerado. A verdade é que o prefeito tem que parar de brincar de administrar. Administrar uma cidade é coisa séria”, acrescentou.

Edvânio do Zé Baixinho finalizou dizendo que a política brasileira está mudando. “O povo está indo às ruas para cobrar. A política antiga já morreu. Agora é coisa nova e são novos tempos. Arapiraca quis uma mudança para melhor, mas não estamos vendo nenhuma mudança. De zero a dez eu dou uma nota cinco. Eu sei da dificuldade de começar uma nova gestão. Rogério Teófilo teve tempo suficiente para arrumar a casa e planejar. Sabemos que a situação econômica no país não é boa. Eu dou nota cinco devido aos esforços que ele está fazendo”, encerrou.

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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026

Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.

Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.

Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.

A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.

A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.

Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.

Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.

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