Politicando

Politicando

Politicando

Deputado protocola pedido na CGU e pede mais transparência na Assembleia

06/04/2017 07h07
Deputado protocola pedido na CGU e pede mais transparência na Assembleia

Mais um escândalo de desvio de dinheiro foi descoberto na Assembleia Legislativa de Alagoas (ALE). Na semana passada, a Polícia Federal deflagrou a Operação Sururugate para cumprir mandados de busca e apreensão na Casa de Tavares Bastos. Sobre esse assunto, o deputado estadual Rodrigo Cunha (PSDB) protocolou na última segunda-feira (03) na Controladoria Geral da União (CGU) em Alagoas um pedido para que se investigue os servidores não cadastrados na Casa de Tavares Bastos até 2017.

Foram descobertas irregularidades nos pagamentos realizados pela assembleia para integrantes cadastrados em programas sociais do Governo Federal, somente entre 2010 e 2013, ultrapassaram o montante de R$ 15.000.000,00. Nove deputados estaduais e um ex-deputado estão na mira dos agentes federais.

“A ideia deste requerimento é fazer com que as investigação não parem até o ano de 2013 e que de investigue os anos de 2014, 2015, 2016 e 2017 de todos os servidores que estão lotados na Assembleia Legislativa de Alagoas. Eu acredito na Justiça e na sociedade alagoana que vem cobrar uma maior transparência na Casa das Leis de Alagoas”, afirmou o parlamentar.

O tucano avaliou como algo necessário as investigações que foram realizadas pela PF e cobrou mais transparência por parte da Mesa Diretora da Casa de Tavares Bastos.

“A sociedade alagoana precisa saber quantos funcionários estão lotados na Assembleia Legislativa de Alagoas. Precisamos saber quanto esses funcionários recebem? Precisamos saber se existem funcionários fantasmas. Essas informações precisam ser de conhecimento de todos. Há dois anos que eu venho cobrando essas informações da Mesa Diretora e não obtive resposta. Fizeram um site, mas até agora não estão disponíveis. A ALE precisa ser mais transparente”, acrescentou.

Sobre o blog

Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026

Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.

Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.

Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.

A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.

A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.

Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.

Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.

Arquivos