Corretora de imóveis denuncia proprietário de loteamento em Arapiraca
Comprar um pedaço de terra e poder, finalmente, realizar o sonho de construir a casa própria é motivo de comemoração. Mas em Arapiraca, município no Agreste de Alagoas, a venda de lotes em um empreendimento localizado na Massaranduba virou caso de justiça.
Tudo começou quando a corretora de imóveis Elisângela Onilda Gonzaga Moura foi contratada por um homem, no ano de 2011, para realizar a venda de terrenos do loteamento Santa Terezinha. O interesse do empresário era vender 41 lotes de vários tamanhos no valor de R$ 12 mil cada.
Segue abaixo a planta baixa do empreendimento:
Dos 41 lotes, nove foram vendidos pela corretora. Os compradores, ao adquirirem o produto, pagaram o sinal de entrada e estavam honrando com as prestações pactuadas, sem falar nos que pagaram à vista, ao mesmo tempo em que os proprietários (o homem, o filho dele e neta) do loteamento desistiram de continuar as vendas, inclusive se negando a entregar os lotes já vendidos com toda a infraestrutura necessária, como água, meio fio e energia.
“Mesmo depois de me informar que havia desistido das vendas ele continuou recebendo o valor das parcelas de alguns clientes”, contou Elisângela ao 7 Segundos.
Ameaçada de ser processada pelos compradores, Elisângela enviou, durante os anos de 2012 e 2013, notificações extrajudiciais a ele, mas não obteve êxito. Vale ressaltar que além do prejuízo dos clientes, a corretora também foi prejudicada pois não recebeu a comissão de 05% que havia sido acordada inicialmente.
“Eu tentei de todo jeito, mas ele não quis acordo. Eu contei que estava sendo procurada pelos clientes e ele disse que não tinha dinheiro e que não tinha juiz que fizesse ele construir, pagar e cumprir”, detalhou a corretora.
Além do dano material, Elisângela alega sofrer dano moral diariamente, visto que para os compradores os lotes não foram entregues por má fé da corretora. Para provar que não e sem outra solução, a profissional acionou a justiça e entrou com uma ação de indenização por danos materiais e morais com obrigação de fazer.
“Passei noites com medo de sair de casa pois achavam que eu tinha ficado com o dinheiro e me ameaçavam. Eu tive que entrar na justiça porque tenho como provar tudo”, garantiu. “Não queria resolver dessa forma pois é cansativo e o réu fica muito exposto, mas não posso pagar pela irresponsabilidade de ninguém”, finalizou.
Inclusive, Elisângela vai mais além e sugere que os clientes façam o mesmo.
Veja também
Últimas notícias
Suspeito de furtar carro se apresenta à polícia e confessa crime em Maceió
Hemoal promove coleta itinerante de sangue em Coruripe nesta quinta (16)
Prefeitura remove lombadas de asfalto na Avenida Menino Marcelo
Comerciantes denunciam apreensão de mercadorias durante fiscalização
Colisão envolvendo quatro veículos deixa motociclista ferido em Arapiraca
OAB/AL registra 26 casos de linchamento no primeiro semestre de 2026
Vídeos e noticias mais lidas
Lojas Mix Mateus em Alagoas passarão a operar com a bandeira Novo Atacarejo
Nova lei reorganiza efetivo da PM de Alagoas; entenda o que muda
Governo de Alagoas entrega restauração da rodovia AL-105 em julho
Duas lojas anunciam encerramento das atividades no Centro de Arapiraca
