Fiscalização resgata duas águias chilenas de cativeiro em Alagoas
Responsável foi autuado em flagrante e vai pagar multa de quatro mil reais
Duas águias chilenas foram localizadas no município de Poço das Trincheiras, Sertão de Alagoas, durante operação realizadas por integrantes do IMA, Ibama e militares do Batalhão de Polícia Ambiental (BPA).
Ave rara em território nacional e em risco de extinção, a criação da águia chilena rendeu ao responsável pelo cativeiro irregular uma autuação.
A pessoa não identificada na divulgação oficial da operação teria confessado que retirou os animais ainda filhotes de um ninho que sabia da localização, levando-os para sua casa, onde manteve as águias por cinco anos.
“Além das águias, o infrator mantinha outras aves em cativeiro, de forma irregular: galo de campina, asa branca e extravagante”, informa a Agência Alagoas sobre o responsável autuado em R$ 4.000,00 (quatro mil reais).
Segundo o Instituto de Meio Ambiente (IMA), as duas águias foram encaminhadas para o Parque dos Falcões, localizado em Itabaiana-SE, e as demais aves removidas para o Cento de Triagem de Animais Silvestres (Cetas) que fica localizado no Ibama, em Maceió.
As equipes de fiscalização integrada estiveram também em São José da Tapera, outro município sertanejo, onde foram apreendidos diversos pássaros: papa capins, extravagantes e caboclinhos, além de um macaco que estava em cativeiro há mais de 10 anos.
Já em Santana do Ipanema, a operação aconteceu numa feira livre denunciada pelo comércio irregular de animais silvestres, sendo que alguns dos responsáveis pela comercialização foram identificados, autuados e detidos pelo BPA.
Mais de 100 aves foram apreendidas em Santana do Ipanema, a maioria papa capim, 65 animais só desta espécie. Também foram resgatados tuim, periquito da caatinga, galo de campina, tizio, extravagante, caboclinho e um pintassilgo-do-nordeste, espécie que está ameaçada de extinção.
Todos os animais foram encaminhados para o Cetas, onde já foi realizado um trabalho inicial de triagem e avaliação a fim de iniciar o processo de reabilitação que possibilitará, futuramente, a reintrodução desses animais no bioma de ocorrência de cada espécie.
As ações da fiscalização integrada do São Francisco seguem até o dia 1º de dezembro nas regiões do Agreste, Alto Sertão e da Bacia do São Francisco.
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