Reeducandas participam de formatura do Programa Mulheres Mil nesta sexta (9)
A educação profissionalizante é um importante vetor na ressocialização. Desde abril do ano passado, as reeducandas do Presídio Santa Luzia participam do curso de cartonagem, graças a uma parceria entre a Secretarias de Ressocialização e Inclusão Social? (Seris) e da Educação (Seduc). Nesta sexta-feira (9), a partir das 14h, haverá a solenidade de conclusão do curso com a certificação das internas, no Centro Ecumênico da unidade prisional.
O evento contará com as presenças das seguintes autoridades do Estado: o vice-governador e secretário da Educação, Luciano Barbosa; a primeira-dama, Renata Calheiros, e o secretário da Ressocialização e Inclusão, coronel Marcos Sérgio de Freitas. Ao todo, 29 internas concluíram as 200 horas/aula, no Complexo Penitenciário, e serão contempladas na ocasião.
Durante o curso, as participantes aprenderam a produzir peças que poderão usar e também comercializar, tais como bolsas, peças decorativas e acessórios femininos. Vale destacar que 80% do material utilizado nas aulas foi reciclável. Além dos conhecimento, as internas foram contempladas com a remição de 16 dias na pena em razão do estudo, conforme prevê a lei.
A certificação faz parte do programa Mulheres Mil, fomentado pelo Ministérios da Educação (MEC) e Justiça (MJ). O objetivo principal é promover e reinserção econômico-social de mulheres em situação de vulnerabilidade por meio de atividades que potencializam a sua mão de obra.
A coordenadora adjunta técnica pelo Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec), Renilda Melo, destaca a importância do Mulheres Mil. “É uma ação que promove a reintegração social de pessoas privadas de liberdade. Além disso, integra os órgãos de governo responsáveis pelo ensino público e pela execução penal”, ressalta.
A supervisora de Educação, agente penitenciária Genizete Tavares, lembra que a certificação possibilita um futuro promissor no pós-cárcere. “Trata-se de uma ótima terapia para despertar a criatividade das custodiadas. Além de ser uma atividade manual, poderá representar uma fonte de trabalho e renda após o cumprimento das penas", salienta Tavares.
O titular da Ressocialização, coronel Marcos Sérgio de Freitas, destaca o empenho para a conclusão do curso. "Essas oportunidades são abraçadas pelas reeducandas que constroem um futuro digno através do conhecimento e trabalho que proporcionamos no cárcere”, conclui o secretário.
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