Método de depoimento de crianças vítimas de violência sexual é tema de documentário
O método especial de depoimento de crianças e adolescentes vítimas de violência sexual à Justiça brasileira é tema do documentário 'Houve?', que será lançado no próximo dia 12, durante simpósio sobre o assunto, no Tribunal de Justiça do Rio. Dirigido pela especialista em psicologia jurídica, Silvia Ignez, em parceria com o diretor Henrique Ligeiro, o curta discute a preocupação com o protocolo, regulamentado pela Lei federal 13.431 de 2017.
Criado em 2003 no Sul do Brasil, o chamado Depoimento sem Dano foi o ponto de partida para o documentário, que discute as controvérsias entre os métodos de depoimento tradicional - aquele em que a vítima é ouvida na presença de juiz, promotores, defensores e até do réu - e o especial, quando a criança é ouvido por um psicólogo numa sala reservada. Neste caso, porém, a conversa é 'vazada' através de um ponto eletrônico. Em todo o Brasil, há 40 salas de depoimento especial.
— A discussão é quais os efeitos dessa lei e desse método especial na vida das crianças. A Lei foi aprovada sem um debate público e as controvérsias começam a partir do momento que os conselhos de psicologia questionam a ética e o sigilo dos relatos dados aos profissionais. O debate que faltou é quanto ao funcionamento do método especial, o que é necessário antes de ele ocorrer e depois, como as vítimas são tratadas — explicou Ignez.
No curta, a especialista traz diferentes pontos de vista. Para isso, ela ouviu professores, promotores, juizes, além de vítimas e familiares, cujos relatos são incorporados por atores convidados. A professora Lilian Stein, da PUC do Rio Grande do Sul, foi uma das entrevistadas. É ela quem capacita os psicólogos do Brasil para o depoimento especial. A procuradora-geral do RS, Maria Regina Azambuja, também participa do documentário, que tem 46 minutos de duração.
— A preocupação é com o protocolo sem si. Não podemos deixar de colocar esse debate. não é um debate para brigar, mas para melhorar a situação, para cuidarmos da lei e de como serão os efeitos dela na vida das pessoas. Fiz o documentário com um elemento diferenciado, que é a voz de quem passou por este método — ressalta a autora, explicando o nome do filme. — O direito quer saber se houve ou não abuso.
Os atores Jaime Leibovitch e Alice Birman interpretam o pai e a vítima, respectivamente.
Veja também
Últimas notícias
Francisco Sales critica projeto que reduz impostos beneficiando a Braskem e faz apelo para que senadores alagoanos votem contra
Renan Filho participa da Caravana Federativa em Maceió e reúne prefeitos para destravar investimentos federais em Alagoas
Educação de Jovens e Adultos da Prefeitura de Penedo cresce mais de 600% e gera impacto positivo na economia
Prefeita Tia Júlia realiza visita a Escolas Municipais para dar boas-vindas aos alunos na volta às aulas 2026
Corrida 8M Penedo confirma sucesso absoluto e esgota 100 vagas extras em apenas 5 minutos
Polícia Militar apreende objetos usados para desmatar propriedade rural em Colônia Leopoldina
Vídeos e noticias mais lidas
Defesa de Vitinho repudia oferta de recompensa e afirma que jovem corre risco de vida
Secretário da Fazenda de Maceió cria dificuldades para pagar fornecedores
Planalto confirma 13º infectado em comitiva com Bolsonaro
Indústria brasileira do setor alimentício terá fábrica em Rio Largo
