Brasil vai destinar R$ 24 milhões para educação de detentos
O ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann e o ministro da Educação Rossieli Soares, assinaram nesta sexta-feira um protocolo de intenções para ampliar a oferta de ensino nas penitenciárias.
Atualmente, o Brasil tem uma população carcerária em torno de 720 mil presos. Destes, somente 12% estudam. Outro fator alarmante é que mais de 646 mil presos não possuem a educação básica completa.O compromisso firmado pelas pastas é de promover ensino presencial. Para isso, serão implementadas cerca de 2.500 salas de aulas, que terão a capacidade de ofertar quase 36 mil vagas por turno de aula. Os testes do novo projeto devem começar ainda este ano, mas ainda não há previsão de quais localidades. O orçamento destinado ao projeto é de 24 milhões do Fundo Penitenciário Nacional. Serão investidos R$ 15 milhões este ano e R$ 9 milhões investidos em 2019.
Outro protocolo assinado pretende ampliar a qualificação dos profissionais de segurança pública. O documento prevê a formação de gestores e incluirá a graduação, pós-graduação e doutorado dos agentes, por meio de parcerias com universidades de todo o país. Os protocolos assinados têm duração de dois anos, mas podem ser prorrogados.
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