Deputados evangélicos devem barrar decreto de armas de Bolsonaro, diz presidente do grupo
A intenção é lançar um comunicado público para ratificar a orientação da bancada sobre o decreto.
Os deputados federais que compõem a bancada evangélica da Câmara devem barrar o decreto assinado por Jair Bolsonaro que amplia o porte de armas a 20 novas categorias. A informação é do presidente da frente que reúne parlamentares ligados a igrejas, Silas Câmara (PRB-AM).
“Consultei muita gente e a tendência é mesmo votar contra”, afirmou o deputado amazonense à Jovem Pan. “Tem partes do decreto interessantes, mas tem outras que são complicadas. Somos a favor da vida e armar a população é algo que vai contra isso. Claro que, para quem mora no ambiente rural, pode ser uma solução, mas armar políticos, jornalistas e outras pessoas é um problema.”
A medida, assinada por Bolsonaro em maio, ampliava o leque de permissões para que grupos como caminhoneiros, caçadores e atiradores esportivos tivessem o porte de armas garantido. Jornalistas que cobrem segurança pública e parlamentares também poderiam usufruir da mudança. Além disso, o texto ainda aumentava de 50 para 5 mil a quantidade de munições que poderiam ser adquiridas pelos beneficiários por ano.
Na última terça (18), no entanto, os senadores aprovaram um parecer da Comissão de Constituição e Justiça que indica a derrubada do texto, por 47 votos contra 28. O texto agora segue para a Câmara, que pode vetar a medida em definitivo.
“Eu acredito que a Câmara seguirá o mesmo caminho do Senado”, disse à reportagem o deputado Sóstenes Cavalcante (DEM-RJ), ligado ao pastor Silas Malafaia. “Entretanto, eu acho que nós devemos garantir flexibilizações em itens desse tema via projetos de lei em breve. Mas o decreto tem algumas inconstitucionalidades que deverão derrubá-lo. Eu mesmo vou votar contra.”
A derrota do governo com os evangélicos deve acontecer mesmo depois de Bolsonaro participar da Marcha Para Jesus, maior concentração do segmento no país. O presidente esteve nesta quinta (20) no palco do encontro com diversos pastores e políticos ligados a igrejas e agradeceu pelo apoio dos fiéis na eleição de 2018. Ele foi o primeiro ocupante do cargo a participar do evento.
“Uma coisa não se mistura com a outra”, ponderou Silas Câmara. “Ele pode ter sido justo e grato aos evangélicos pela eleição, é importante para nós, mas no legislativo é outra história. A frente analisa suas posições com muita sabedoria e esse é um caso. Particularmente, não vi nenhuma euforia na Marcha pedindo pela aprovação do porte de armas, então vamos ter cautela.”
Segundo o presidente da Frente Parlamentar Evangélica, os 102 parlamentares que compõe o grupo devem se reunir na próxima terça (25) para discutir o assunto. A intenção é lançar um comunicado público para ratificar a orientação da bancada sobre o decreto.
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