Casa de Custódia de Arapiraca poderá ser fechada para reforma
A audiência de instrução para tratar da situação estrutural do prédio foi realizada nesta quarta(16)
Aconteceu nesta quarta-feira (16), na 4ª Vara Cível da Fazenda Pública, no Fórum Estadual de Arapiraca, uma audiência de instrução de uma ação civil pública, promovida pela Defensoria Pública, para tratar da situação estrutural do prédio da Casa de Custódia de Arapiraca. Técnicos dos Serviços de Engenharia do Estado de Alagoas (SERVEAL) detectaram sérios problemas estruturais e na parte elétrica, oferecendo riscos aos presos custodiados e profissionais da segurança que trabalham no local.
Durante a audiência de instrução, conduzida pelo juiz Carlos Bruno de Oliveira Ramos, foram apresentados os laudos. Diante dos fatos, o juiz determinou que a Defesa Civil do Estado de Alagoas faça uma análise detalhada e apresente um laudo. O objetivo é saber se há risco de desabamento, se é possível fazer uma reforma com a mesma em funcionamento ou será necessário o fechamento da Custódia para que o trabalho seja realizado.
O Portal 7 Segundos manteve conversou com o diretor da Casa de Custódia, Jorge Samuel, que confirmou ter sido estabelecido um prazo de 30 dias para emissão desse laudo da Defesa Civil e realização de uma nova audiência, para que as providencias sejam tomadas. Ainda de acordo com Jorge Samuel, o diretor do Presídio do Agreste, Rodrigo Silva, esteve presente à audiência para discutir algumas alternativas. “Porém, vamos aguardar esses 30 dias”, destacou ele.
Quem também falou sobre o assunto foi o presidente do Sindicato dos Policiais Civis de Alagoas, Ricardo Nazário, que se mostrou preocupado com a situação. “O Sindicato está preocupado com esta situação de policiais estarem num prédio, onde o próprio Estado afirma que não há condições de estar em funcionamento,” ressaltou.
Participaram da audiência de instrução com o juiz Carlos Bruno de Oliveira Ramos, os defensores públicos Marcos Freire e Roberto Alan; o promotor do Ministério Público Estadual Rogério Paranhos; diretor da Casa de Custódia, Jorge Samuel e o diretor do presidio do agreste, Rodrigo Silva, além de representantes da Secretaria de Estado de Ressocialização e Inclusão Social (SERIS), Procuradoria Geral do Estado de Alagoas (PGE) e do Sindicato dos Policiais Civis de Alagoas (SINDPOL).
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