Alvim critica 'Democracia em Vertigem': "Ficção da esquerda"
'Isso só mostra como a guerra cultural está sendo travada não só aqui, mas em âmbito internacional', afirmou Roberto Alvim
Para o secretário especial de Cultura do governo Bolsonaro, Roberto Alvim, a obra Democracia em Vertigem, indicada nesta segunda-feira, 13, a melhor documentário longa-metragem do Oscar, é uma "ficção da esquerda" para tentar "minar" a percepção sobre a realidade. A produção brasileira trata do impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT) sob uma visão favorável à petista.
"A esquerda cria ficções, a exemplo de 'Democracia em Vertigem', para tentar minar a percepção das pessoas diante de uma realidade que é desfavorável ao projeto de poder da própria esquerda. A esse embate entre ficção e realidade dá-se o nome de guerra cultural", afirmou Alvim ao Estadão.
Em tom de ironia, o secretário disse ainda que a escolha da Academia estaria correta se a peça disputasse a estatueta na categoria "ficção". "Isso só mostra como a guerra cultural está sendo travada não só aqui, mas em âmbito internacional", afirmou Alvim.
Ele trata a guerra cultural como um embate entre quem vive na "realidade", que seriam os conservadores, contra os "esquerdistas", que estariam no "plano das narrativas".
O dramaturgo Alvim foi nomeado em novembro de 2019 para comandar a Cultura, semanas após ofender nas redes sociais a atriz Fernanda Montenegro. Conservador e discípulo do escritor Olavo de Carvalho, o secretário defende o engajamento de conservadores em pautas da cultura do governo e promete lançar, nesta semana, o maior programa de incentivo ao setor da história, ainda não detalhado.
Dirigido pela cineasta Petra Costa, o documentário da Netflix é narrado em primeira pessoa por Petra e traz imagens dos protestos de junho de 2013, da derrubada de Dilma, da prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e da vitória de Jair Bolsonaro nas eleições de 2018.
A produção recebeu críticas na época que foi lançado por trazer uma visão pessoal de Petra sobre os episódios históricos.
"O projeto foi crescendo na minha cabeça. Era preciso voltar à rua, seguir o processo no Congresso, documentar o que estava se passando no País", disse Petra ao Estadão durante o lançamento do longa-metragem.
Veja também
Últimas notícias
Jovens em cumprimento de medidas socioeducativas são capacitados para o primeiro emprego
Condenação passa de 23 anos em ação do MPAL contra esquema em Arapiraca
Alcolumbre mantém votação de quebra de sigilo de Lulinha por CPMI do INSS
Vereadores exigem punição rigorosa à Braskem e cobram indenizações justas para famílias afetadas pela mineração
Caminhão tomba em São José da Laje e motorista é socorrido com dores no braço e na costela
JHC inaugura primeiro Gigantinho bilíngue da história de Maceió
Vídeos e noticias mais lidas
Carlinhos Maia é condenado a pagar R$ 200 mil por piada sobre má-formação óssea
Secretário da Fazenda de Maceió cria dificuldades para pagar fornecedores
Planalto confirma 13º infectado em comitiva com Bolsonaro
Indústria brasileira do setor alimentício terá fábrica em Rio Largo
